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POLÍTICA

'Se Deus quiser, vai acontecer', diz Lu Alckmin

8 Dezembro 2017 - 06h43

Nas suas viagens pelo interior, a primeira-dama de São Paulo, Lu Alckmin, de 66 anos, afirma que vai atrás de histórias de vidas que se transformaram pelo trabalho. Neste sábado, 9, o marido vai assumir o comando do PSDB durante convenção nacional em Brasília e começará a trilhar sua candidatura ao Planalto.

Com a mesma cautela do governador, sua mulher diz que é hora de pensar no presente, não em um futuro que ainda não chegou, mas reconhece que essa hora está chegando. "Sei que o Geraldo está preparado, casei com ele quando ainda era vereador. Sei que ele pode, que é capacitado (para ser presidente), mas isso está nas mãos de Deus. Se Deus quiser, vai acontecer", disse ela nesta quinta-feira, 7, ao jornal O Estado de S. Paulo.

Dona Lu - como é conhecida - afirmou que, assim como ela, "Geraldo é super pé no chão" e sabe que apenas a dedicação às pessoas pode levá-lo ao topo da carreira. "Ele sabe que vai ser por obra de Deus e pelo seu trabalho. Veja o que ele tem feito por São Paulo. Apesar de tudo, na comparação com outros Estados, São Paulo está bem."

Presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado, a primeira-dama esteve nesta quinta em três municípios - São Miguel Arcanjo, Capão Bonito e Buri - para inaugurar polos regionais das padarias, nome dado às sedes que funcionam como escolas para todo o entorno, ensinando além dos dez tipos tradicionais de pães, receitas também de panetones, tortas e cookies. Até abril, quando Alckmin deverá deixar o governo para se dedicar à campanha, dona Lu terá inaugurado 39 unidades. O projeto das padarias nasceu em 2001, um mês após a morte do então governador Mário Covas, de quem Alckmin era vice.

Recebida com honras pelas lideranças políticas locais, com direito a trilha sonora (músicas de Roberto Carlos, geralmente), animador de plateia, buquês de flores e cestas com artesanatos da região, dona Lu pouco fala do marido ou de suas pretensões políticas, mas ouve de prefeitos, vereadores e deputados aliados apoio ao nome do tucano para o Planalto.

Atuante nas redes sociais, ela faz as próprias postagens em seus perfis, sem qualquer orientação ou estratégia profissional. Há pouco tempo aprendeu a colar vídeos e fotos na mesma publicação e viu os acessos a seus comentários de viagens aumentar no Facebook. "Eu amo escrever, mas percebi que as pessoas gostam mais do movimento, gostam mais de assistir aos depoimentos das pessoas que participam dos cursos do que ver fotos e ler meus textos."

As postagens geralmente são relacionadas a novidades de seus projetos sociais. Além das padarias, dona Lu lançou cursos nas áreas de moda, beleza e construção civil. A fila de espera hoje para preencher as vagas ofertadas é de 11 mil pessoas.

Filho

Avessa a eventos sociais, entrevistas e exposição na mídia, dona Lu disse que a sociedade não faz ideia do quanto trabalha. "Os mais pobres me conhecem. A sociedade, não. Mas são os mais pobres que me interessam. Quando estou ajudando os outros, fazendo o bem, sinto a presença do meu filho. Eu me emociono muito com as histórias. Cada vez que eu escuto um depoimento eu lembro do Thomaz. E falo baixinho: Thomaz, é você que está fazendo isso. Essa é a minha homenagem a ele."

O caçula dos três filhos de Alckmin e dona Lu morreu em abril de 2015 em um acidente aéreo. Passados mais de dois anos, ela ainda se emociona diante de qualquer lembrança do filho. Carrega consigo sempre um lenço para enxugar as lágrimas que classifica como de saudade, mas também de alegria. "Se eu tiver a oportunidade de levar meus projetos para o Brasil, farei isso com o Thomaz. Vamos nós dois, sempre juntos." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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