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POLÍTICA

Rui Costa diz que sua chapa à reeleição vai levar em conta cenário local

12 junho 2018 - 19h31

O governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Rui Costa (PT), disse nesta terça-feira, 12, que a composição de sua chapa à reeleição "vai levar em conta muito mais o cenário estadual do que o nacional". A declaração do governador baiano vai de encontro à orientação do Diretório Nacional petista, que, em resolução publicada no fim de semana, determinou que as alianças regionais sejam subordinadas à coligação para a candidatura presidencial.

Rui tem indicado que não vai oferecer à senadora Lídice da Matta (PSB), aliada histórica do PT na Bahia, uma das vagas de pré-candidato ao Senado em sua aliança. O encontro com a senadora já foi adiado algumas vezes. O último adiamento foi nesta terça, véspera de um almoço marcado entre os dois. O encontro deve ocorrer até o final desta semana.

O PSB é visto como prioridade do PT para a composição de uma aliança nacional. As duas legendas negociam apoios mútuos em 11 Estados - Bahia, ao lado de Pernambuco, Minas e Amapá eram tidos como prioridade.

Na semana passada, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), se reuniu com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, e o governador de Pernambuco, Paulo Câmara. No mesmo dia, decidiu adiar os encontros estaduais para ganhar tempo para que o PT de Pernambuco desista de candidatura própria e apoie a reeleição de Câmara. Além disso, o PT cogita oferecer ao ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB) a vaga de candidato a vice-presidência.

Rui pretende oferecer a vaga de candidato ao Senado ao presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ângelo Coronel (PSD), aliado do senador Otto Alencar. A segunda vaga na chapa é reservada ao padrinho político de Rui, o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).

Nesta terça, o governador justificou que o cenário nacional ainda está muito indefinido e não há nenhuma previsão de nos próximos 30 dias ter uma definição. "O cenário nacional pode se mexer para um lado ou para o outro a partir de julho, após a Copa, e nós não vamos esperar até lá", disse.

O anúncio oficial da formação da chapa, antes marcado para sexta-feira, dia 15, pode ser adiado para a próxima semana. O objetivo, dizem interlocutores do governo, é diluir o desgaste da exclusão do PSB em meio à repercussão dos festejos juninos.

Se alijar de sua chapa a senadora do PSB, Rui também baterá de frente com Gleisi, defensora da pré-candidatura à reeleição de Lídice ao Senado. Ao lado da presidente do PT, Lídice foi uma das senadoras que estiveram na linha de frente para tentar evitar o impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Gleisi, inclusive, já gravou vídeos em apoio à pré-candidatura de Lídice ao Senado. No final de semana, a senadora paranaense disse ao Jornal do Brasil que interferiria no assunto. "Se for necessário, vamos ter mais ênfase ainda em defender. Seria o momento de retribuir à Lídice todo o apoio que ela nos deu", disse.

Nesta terça, a assessoria da senadora paranaense enviou nota afirmando que "o esforço do PT é fazer aliança nacional e alianças estaduais com a centro-esquerda, especialmente com o PSB, onde isso for possível, respeitando a realidade política de cada Estado". A assessoria de Lídice afirmou que ela não iria se pronunciar.

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