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POLÍTICA

'Queremos que Justiça funcione para todos', diz líder tucano sobre Aécio

Na avaliação de Nilson Leitão, Aécio explicou a situação em que é acusado pela PGR, "de forma ética e não de forma antirrepublicana", como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

17 abril 2018 - 08h23

O deputado Nilson Leitão, líder da bancada do PSDB na Câmara, disse na manhã desta terça-feira, 17, em entrevista à Rádio Eldorado , que espera que a Justiça funcione para todos, quando indagado sobre o julgamento de hoje, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), da ação que pode tornar réu por corrupção passiva e obstrução de Justiça o senador Aécio Neves (PSDB-MG), ex-presidente nacional da sigla.

Na avaliação do líder tucano, Aécio explicou a situação em que é acusado pela PGR, "de forma ética e não de forma antirrepublicana", como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso há cerca de dez dias em Curitiba.

Fazendo coro a Aécio, Nilson Leitão argumentou que o empresário Joesley Batista, do Grupo J&F, gravou "todo mundo de forma dissimulada e sorrateira" e o correligionário assumiu seus erros.

O senador tucano se defendeu, dizendo estar arrependido de ter usado um vocabulário inadequado, na gravação em que aparece pedindo R$ 2 milhões a Joesley. Disse ainda que o dinheiro foi resultado de um empréstimo "impróprio", que cometeu um erro e foi ingênuo, vítima de uma armação. Para o deputado do PSDB, caso a Primeira Turma do STF torne Aécio réu, ele terá condições de se defender e, só então, "o partido irá avaliar essa nova situação".

Na entrevista, o líder tucano disse que seu partido não irá tomar nenhuma atitude porque vê "democracia funcionando". O deputado criticou o partido adversário e seu maior líder, destacando que eles agiram diferente, com "baderna, barulho, invasões" e Lula se portando como um semideus. "No caso de Lula esperamos uma condenação de fato, até porque ele foi julgado em algumas instâncias, no caso do Aécio, é apenas o início de uma discussão jurídica."

O líder do PSDB na Câmara defendeu ainda o presidenciável da sigla, ex-governador Geraldo Alckmin, que é apontado em inquérito como suposto beneficiário de R$ 10,7 milhões da Odebrecht nas campanhas de 2010 e 2014, remetido para a Justiça Eleitoral. "Alckmin nunca foi envolvido na Lava Jato", frisou.

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