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LAVA JATO

Polícia Federal prende senador Delcídio do Amaral por atrapalhar investigações

Líder do governo foi preso com autorização do STF e Polícia Federal faz buscas no escritório do parlamentar

25 novembro 2015 - 09h02DA REDAÇÃO
A prisão ocorreu com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeição de atrapalhar as investigações referentes à Operação Lava Jato.
A prisão ocorreu com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeição de atrapalhar as investigações referentes à Operação Lava Jato. - Reprodução
FAMASUL - SENAR

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (25) o senador Delcídio do Amaral (PT) de Mato Grosso do Sul. A prisão ocorreu com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeição de atrapalhar as investigações referentes à Operação Lava Jato. 

O parlamentar teria sido flagrado na tentativa de destruir provas contra ele e prejudicar as investigações. Também foram detidas outras três pessoas: o chefe do gabinete, Diogo Ferreira, o advogado Edson Siqueira Ribeiro Filho, que defende Nestor Cerveró, e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, que também estariam envolvidos nas irregularidades. 

A PF também fez busca e apreensão no gabinete do petista, no Senado, em Brasília, e nos estados do Rio, de São Paulo e de Mato Grosso do Sul. 

A prisão de Delcídio é resultado de uma operação deflagrada hoje pela Polícia Federal, que também tem como alvo empresários. As ações foram autorizadas pelo Supremo. Não se trata de uma fase da Lava Jato tocada em Curitiba, na 1ª instância. 

 É a primeira vez que um senador é preso no exercício do cargo, já que a Constituição Federal só permite a prisão de parlamentar em crime flagrante. Neste tipo de ação, de obstrução de investigação, a conduta é considerada crime permanente. É um dos poucos motivos que leva a corte a aceitar prisão preventiva de réu ainda sem julgamento.  

O senador foi preso no hotel Golden Tulip, onde mora em Brasília, mesmo local onde na terça-feira, 24, a PF prendeu o empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Delcídio do Amaral foi citado na delação do lobista Fernando Baiano, apontado pela Lava Jato como operador de propinas no esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014. Fernando Baiano disse que Delcídio do Amaral teria recebido US$ 1,5 milhão em espécie na operação de compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. 

O advogado Mauricio Silva Leite, que defende o senador petista, disse que vai primeiro tomar ciência dos motivos da prisão de Delcídio, para depois se manifestar. (Com informações das Agências Estado e Valor) 

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