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LAVA JATO

Pecuarista Bumlai confessa ter feito empréstimo para PT

Bumlai e mais 10 denunciados pelo MPF tornaram-se réus por decisão do juiz Sérgio Moro

16 dezembro 2015 - 08h51DA REDAÇÃO
Divulgação
HVM

O pecuarista José Carlos Bumlai confessou em depoimento à Polícia Federal (PF) que os R$ 12 milhões tomados como empréstimo do banco Schahin em 2004 foram destinados ao PT, segundo informou o jornal Valor Econômico. Ouvido na segunda-­feira, ele envolveu dois ex-tesoureiros do partido na transação: ­ Delúbio Soares, condenado no mensalão, e João Vaccari Neto, preso e processado por corrupção e lavagem no caso Petrobras. 

Nessa terça-feira (15), Bumlai e mais 10 denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) tornaram- ­se réus por decisão do juiz Sergio Moro, da 13 ª Vara da Justiça Federal do Paraná. O pecuarista e outros acusados, entre os quais os dirigentes da Schahin, Milton, Salim e Fernando Schahin, responderão por corrupção e gestão fraudulenta. 

Em um depoimento de mais de seis horas, o pecuarista disse à PF que o negócio foi sugerido pelo presidente do banco, Sandro Tordin. Ele afirmou que foi Tordin quem falou em tomar o empréstimo para "passar" o dinheiro ao PT por intermédio dos Bertin. Quebras de sigilos fiscal e bancário de Bumlai, de seu filho e nora revelaram que os R$ 12 milhões foram repassados para contas do Grupo Bertin, que manteve sociedade com Bumlai. 

O pecuarista disse à PF que ficou de pensar na proposta feita por Tordin, mas que no dia seguinte foram à sua casa em Campo Grande (MS) o então tesoureiro petista Delúbio Soares e outras pessoas do partido. Bumlai disse que Tordin participou do encontro. 

Sobre a razão de ter realizado o empréstimo, Bumlai justificou: "Não iria custar nada a mim. Eu quis fazer um favor, uma gentileza a quem estava no poder". Ele mencionou o escândalo do mensalão: "Não tinha havido mensalão ainda, o partido estava com grande popularidade". Para Bumlai tratou­se de "um gesto de simpatia, que se transformou em uma grande bobagem". 

Bumlai relatou que metade do valor foi destinado ao PT de Santo André (SP). Segundo versão do operador do mensalão Marcos Valério de Souza, os recursos foram para o empresário Ronan Maria Pinto, que teria usado o dinheiro para comprar o jornal "Diário do Grande ABC". O periódico estava 

publicando notícias que relacionavam Ronan Maria Pinto a um suposto esquema de corrupção no município, durante a gestão do prefeito Celso Daniel (PT), sequestrado e executado em janeiro de 2002. Ainda segundo Valério, Ronan teria recebido os valores porque ameaçara dirigentes nacionais do PT de revelar suposta corrupção em Santo André. 

O pecuarista disse que os outros R$ 6 milhões foram enviados ao PT de Campinas (SP) para quitar dívidas de campanha. 

Em outubro de 2004, quando ocorreram as negociações para o empréstimo, o PT disputava o segundo turno das eleições em várias cidades paulistas. Bumlai disse ainda que não atuou para que a Schahin Óleo e Gás conquistasse contrato de R$ 1,6 bilhão para operação do navio-­sonda Vitória 10000. Segundo a Lava­Jato, a Schahin conseguiu o contrato sem licitação. (Com Valor Econômico)

 
 

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