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POLÍTICA

MST invade fazenda de Oscar Maroni, dono do Bahamas

Na comemoração, em frente ao Bahamas Hotel Clube, em Moema, zona sul, ele usava uma fantasia dos Irmãos Metralha, conhecidos bandidos das histórias em quadrinhos de Walt Disney

17 abril 2018 - 09h59
Ainda segundo o movimento, a fazenda possui cerca de 1,7 mil hectares e já esteve envolvida em processos trabalhistas que a levaram em leilão em 2016
Ainda segundo o movimento, a fazenda possui cerca de 1,7 mil hectares e já esteve envolvida em processos trabalhistas que a levaram em leilão em 2016 - Foto: UOL Notícias

Integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) invadiram na manhã desta terça-feira, 17, a fazenda Santa Cecília, do empresário Oscar Maroni, em Araçatuba, no interior de São Paulo. Maroni ocupou o noticiário recentemente ao distribuir cerveja de graça a cerca de 3 mil pessoas, na capital, em comemoração ao decreto de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato.

Na comemoração, em frente ao Bahamas Hotel Clube, em Moema, zona sul, ele usava uma fantasia dos Irmãos Metralha, conhecidos bandidos das histórias em quadrinhos de Walt Disney.

De acordo com nota do MST, o empresário é "famoso por agenciar casas de prostituição de luxo como o Bahamas Club, onde Maroni agrediu sexualmente diversas mulheres, expondo o corpo de muitas trabalhadoras do sexo perante centenas de homens".

Ainda segundo o movimento, a fazenda possui cerca de 1,7 mil hectares e já esteve envolvida em processos trabalhistas que a levaram em leilão em 2016. "O MST exige que a área seja destinada para a reforma agrária, para a construção de um assentamento onde as famílias possam morar e produzir alimentos agroecológicos", diz a nota.

Essa foi a décima invasão de propriedade rural durante o "abril vermelho" do MST e a quarta vez que o movimento ocupa a fazenda de Maroni. As ações deste mês lembram as mortes de 19 sem-terra pela Polícia Militar em Eldorado dos Carajás, em abril de 1996, e protestam contra a prisão de Lula.

A Polícia Militar de Araçatuba informou ter sido informada da invasão por um funcionário e deslocado viaturas para o local, mas não tinha mais informações. A reportagem entrou em contato com Oscar Maroni, mas ainda não obteve retorno até a publicação desta matéria.

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