20 de agosto de 2018 Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
Banner - Campanha Doe Sangue 09.08 até 16.08
POLÍTICA

Meirelles reforça potencial de crescimento eleitoral do MDB

16 maio 2018 - 17h44

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles se reuniu com a bancada do MDB no Senado na tarde desta quarta-feira, 16, para apresentar suas propostas como pré-candidato para as eleições de 2018. Meirelles apresentou dados indicando potencial de crescimento de seu nome para a corrida presidencial e alfinetou o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, do PSDB.

"Alguns candidatos estão com índice de conhecimento elevado, já tendo sido candidatos à Presidência, conhecidos por basicamente toda a população, e apresentam um nível de aprovação muito baixo", disse Meirelles. Ele também destacou que possui "reputação que não é objeto de questionamento".

O ex-ministro da Fazenda apresentou pesquisas qualitativas mostrando que seu potencial de crescimento nas pesquisas de intenção de votos é "enorme". "Temos, na visão dos eleitores, as características que desejam para o próximo presidente", defendeu Meirelles.

Após a conversa, integrantes do MDB afirmaram reservadamente que "ficou claro" que Meirelles é o melhor candidato para o partido. Além disso, parlamentares também consideram que Temer deveria anunciar logo a sua desistência para que o ex-ministro tenha chances de crescer nas pesquisas e verificar sua viabilidade até meados de julho, período das convenções.

Meirelles disse que sentiu entusiasmo por parte da bancada do MDB e que a reunião saiu "melhor do que suas melhores expectativas". Otimista, afirmou que possui "todas as condições" de chegar ao segundo turno e vencer a eleição.

No último levantamento realizado pela CNT/MDA, no início da semana, Alckmin aparece em quinto lugar, com 4% das intenções de voto. Meirelles, por sua vez, registrou 0,3% - considerando o cenário com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado pela Operação Lava Jato, na disputa.

Sobre possíveis alianças com outros partidos, disse que só seria possível se o MDB se convencer de que outro candidato tem mais chances de vencer do que ele, o que considerou "difícil". "Estamos dispostos a conversar para o primeiro turno, mas no segundo turno aceitaremos apoio, alianças", declarou.

De acordo com Meirelles, a definição sobre a candidatura única do MDB depende da vontade pessoal do presidente Michel Temer. Ele afirmou que é "saudável e positivo" a sigla ter duas pré-candidaturas neste momento e que é "normal" Temer pleitear a vaga.

Ele justificou que Temer é impopular porque assumiu o governo na maior recessão, porém culpou a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff e disse que essas questões serão facilmente esclarecidas no período eleitoral.

Investigação

Questionado sobre a abertura de um inquérito para apurar pagamentos milionários do grupo J&F a congressistas do MDB, Meirelles respondeu que "todos os partidos têm problemas". As suspeitas foram levantadas na delação premiada do executivo Ricardo Saud, que disse ter havido pagamento da ordem de R$ 46 milhões a senadores do MDB, a pedido do PT.

De acordo com o executivo, apesar de diversas doações terem sido oficiais, trata-se de "vantagem indevida", já que dirigentes do PT estariam comprando o apoio de peemedebistas para as eleições de 2014 para garantir a aliança entre os dois partidos.

O esquema teria beneficiado os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Jader Barbalho (MDB-PA), Eunício Oliveira (MDB-CE), Renan Calheiros (MDB-AL), Valdir Raupp (MDB-RO) e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rego.

Últimas Notícias

ver todas as notícias

Enquete

Você já tem seus candidatos para as eleições de 2018?

Votar
Resultados
VAZIO SANITÁRIO