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POLÍTICA

Lula diz em visita ao Comperj ser 'inaceitável' que unidade esteja parada

Lula estava acompanhado do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e da deputada Benedita da Silva (PT-RJ).

7 dezembro 2017 - 11h36
O País só fala em corte de gastos e corrupção, afirmou.
"O País só fala em corte de gastos e corrupção", afirmou. - Foto: UOL

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva discursou nesta quinta-feira em frente ao Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), primeira atividade de seu terceiro dia em caravana no Rio de Janeiro. "O Comperj está fechado mas eu teimei de vir aqui porque queria fazer uma foto. É inaceitável que um país em meio a essa crise econômica e esse desemprego deixe parada uma obra dessa magnitude por irresponsabilidade de um governo."

Lula estava acompanhado do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e da deputada Benedita da Silva (PT-RJ). Eles não tiveram autorização para entrar no Comperj, que estava cercado por policiais

"Eu vim até aqui para mostrar que isso não é correto", discursou Lula, apontando para as instalações fechadas. "Se estivesse produzindo, quanto imposto estaria sendo gerado, quantos empregos? Parada, ela só dá prejuízo e desespero. O Comperj chegou a gerar 20 mil empregos."

Lula voltou a criticar a Lava Jato, dizendo que a operação contribui para a crise no Brasil e no Rio. "O País só fala em corte de gastos e corrupção", afirmou. "Quem roubou tem que estar preso, mas as empresas não podem fechar."

O ex-presidente lembrou que a Petrobras já perdeu 197 mil postos de trabalho e a indústria naval outros 50 mil. "Essa gente toda não roubou, essa gente foi roubada. O País só fala em corte de gastos e corrupção", afirmou. "Quem roubou tem que estar preso, mas as empresas não podem fechar.

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