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INFRAESTRUTURA

Entre as piores cidades para dirigir, Capital receberá investimentos no trânsito a partir de maio

Na manhã de ontem (16), a Prefeitura anunciou que a rotatória da Gury Marques com a Interlagos será a primeira a receber o investimento

17 abril 2018 - 13h16da Redação com Assessoria
Em fevereiro deste ano,  a Prefeitura de Campo Grande retomou licitação para instalação semafórica
Em fevereiro deste ano, a Prefeitura de Campo Grande retomou licitação para instalação semafórica - Reprodução

Considerada uma das piores cidades para se dirigir no Brasil – segundo índice de satisfação do motorista, divulgado pelo aplicativo de navegação Waze -, Campo Grande tem 474 interseções com semáforos que com vida útil ultrapassada e, pelo menos outros 480 cruzamentos problemáticos sem o dispositivo.

Apenas entre 2017 e 2018, 486 estudos técnicos para implantação de semáforos foram solicitados pelos vereadores da Capital. Durante a sessão desta terça-feira (17), por exemplo, o vereador William Maksoud (PMN) – autor de 37 pedidos -, indicou ao Executivo, que realize estudo de viabilidade para instalação da sinalização no cruzamento da Rua Lagoa Rica com a Avenida Ministro João Arinos, no Bairro Panorama.

“Nesse caso em específico, existe um grande fluxo de veículos que trafegam em velocidade considerável pela BR – 262 e aumentam o risco de acidentes no local. Outro exemplo é o cruzamento da Rua da Imprensa com a Rui Barbosa, quase no centro da cidade, mas ainda sem o dispositivo”, pondera o vereador.

De acordo com o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Janine de Lima Bruno, existe um déficit gigantesco de locais com necessidade da instalação de semáforos, mas justifica que a atual gestão encontrou a agência de trânsito sem condições estruturais de realizar de imediato tais iniciativas.

“O problema é a desestruturação que a gente encontrou ao assumir o órgão. Estamos nos estruturando, nos esforçando, e buscando material para conseguir trabalhar e aí implantar novos semáforos”, explica Janine.

Em fevereiro deste ano,  a Prefeitura de Campo Grande retomou licitação para instalação semafórica. A concorrência estava suspensa desde o dia 9 de novembro do ano passado, por determinação judicial. O processo fora aberto no dia 29 de setembro, com contrato orçado em R$ 35.156.945,25, pelo período de dois anos.

O certame prevê novos semáforos, substituição dos antigos e manutenção nos que estão com defeito. Devem ser adquiridos ainda 780 grupos focais veiculares - os semáforos -, 160 botoeiras para pedestres, 35 câmeras de videodetecção para até quatro faixas de rolamento e 1.400 placas de alumínio.

O edital também inclui na planilha orçamentária a compra de licenças de uso de softwares para implantar Centro de Controle Operacional, serviços de retirada da sinalização semafórica existente, implantação dos novos aparelhos e manutenção dos semáforos.

Primeiras intervenções – Na manhã de ontem (16), a Prefeitura anunciou que a rotatória da Gury Marques com a Interlagos será a primeira a receber o investimento, semelhante ao que acabou com o congestionamento na rotatória da Via Parque com a Mato Grosso.

Na sequência, haverá intervenções semelhantes nas rotatórias das avenidas Tamandaré com Euler de Azevedo; Três Barras com Marques de Lavradio; Joaquim Murtinho/Ceará e Eduardo Elias Zahran/ Joaquim Murtinho.

Segundo o diretor da Agetran, a ordem de serviço para este projeto, orçado em R$ 1 milhão, será dada após a assinatura do contrato com o Consórcio CAM, que venceu a licitação para manter a sinalização de trânsito da Capital. A expectativa é de que até a próxima sexta-feira (20) o contrato seja assinado.

Com a ordem de serviço, o consórcio  procederá  estudos (que em média duram 15 dias) sobre o tráfego no local, com  contagem de veículos, indicação precisa dos horários de pico, tanto no sentido bairro/centro, quanto centro-bairro,  num trabalho que envolve registro fotográfico e vídeo do movimento.

Os dados servirão de subsídio para elaboração do projeto que definirá o  tempo de cada sinal (vermelho ou verde), conforme a demanda de fluxo. “Este mesmo trabalho precedeu o reordenamento da rotatória da Mato Grosso com a Nelly Martins”, explica Janine.

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