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Câmara ouve mais cinco testemunhas na terceira oitiva da CPI do Táxi

Por: Da redação
A CPI iniciou suas auditorias na última segunda-feira (10)
A CPI iniciou suas auditorias na última segunda-feira (10) / Divulgação

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Táxi, instaurada na Câmara Municipal para investigar as permissões de exploração do serviço, realizou, na sexta-feira (14) sua terceira oitiva ouvindo cinco empresários. A CPI iniciou suas auditorias na última segunda-feira (10) ouvindo um empresário e prosseguiu com seus trabalhos na quarta-feira (12) ouvindo mais dois empresários. A Comissão será suspensa durante o recesso parlamentar, retornado seus trabalhos no dia 4 de agosto.

A terceira oitiva ouviu cinco empresários, sendo eles:  Nelson Kohatsu, Maria Helena Startari, Cleoneve Flávio da Silva, Antônio Oliveira dos Santos e Marcia Oshiro.

O empresário Nelson Kohatsu explicou está no ramo do táxi desde 1982 e afirmou: "Tenho dois filhos, entrei no ramo para pagar os estudos dos meus filhos, meu irmão é um dos primeiros taxistas da cidade e graça ao táxi ele conseguiu formar os seus quatro filhos, eu entrei no negócio com mesmo intuito. Eu, hoje, tenho sete permissões, que conquistei ao longo dos anos com meu trabalho. Em 2012 eu abri uma empresa e adquiri três táxis, através de transferência dentro das normativas da agência competente, os quatros veículos restantes estão no nome dos meus familiares e, atualmente, eu administro a empresa", contou.

Já a empresária Maria Helena Martins Startari, que compareceu na CPI voluntariamente, em sua fala destacou; "Eu nasci de família de taxistas, eu iniciei no ramo do táxi em 1989, hoje, por força tenho três permissões de funcionamento. O primeiro alvará que obtive eu passei para meu filho, o segundo alvará adquiri de uma pessoa que não queria mais trabalhar na profissão e, com o falecimento do meu pai em 2008, tive que abrir uma empresa, minha mãe uma senhora de idade, sem carteira de motorista, não podia gerir o táxi que ele possuía, aí abri a empresa para administrar esse táxi, por fim, meu filho estabilizou na sua profissão como médico e passou seu táxi para que eu pudesse tocar o negócio", disse.

A empresária Cleoneve Flávio da Silva, disse: "Hoje tenho dois alvarás de funcionamento, eu iniciei em 1989 atuando no ponto da antiga rodoviária e adquiri meu primeiro alvará mediante a transferência dentro da legalidade de um proprietário do veículo que não queria mais atuar no ramo e, meu segundo alvará, consegui através de uma licitação feita pela Prefeitura na época, onde adquiri permissão para atuar no ponto do shopping Campo Grande", informou.

Segundo o empresário Antônio Oliveira dos Santos: "Tenho a permissão para trabalhar com meus carros nesses alvarás que são da prefeitura, no qual todos os anos têm que ser renovado, se não, não temos direito de explorar o serviço, eu trabalho no Novo Hotel, na Rodoviária e na Rua Sergipe com a Avenida Mato Grosso. Todos os alvarás adquiri através de compras do veículo e benfeitorias dos pontos, todas as transações de veículos foram declaradas em receita. Sou taxista com carteira ativa e acho bom fazermos presença hoje aqui, porque essa imagem de mafiosos, que exploram, eu desconheço, se há exceção eu não sei, mas eu sou uma pessoa que sempre trabalhei, me desgastei, acabei com minha saúde, trabalhando 24 horas na rua para manter minha família com dignidade e honra", desabafou.

Por fim, a empresária Marcia Oshiro, a última ser ouvida na CPI desta sexta-feira, ressaltou: "Tenho dois alvarás de funcionamento, desde 2004 trabalho no aeroporto e, através de um acordo entre irmãos, recebi o segundo alvará, porque meu irmão queria seguir outros rumos, com isso, abri empresa para ficar com os dois alvarás. Atualmente, por problemas de saúde na família, administro a empresa com quatro auxiliares de táxi, atuando no ponto do Aeroporto e no ponto do Hotel Vale Verde", informou.

De acordo com o relator da CPI, vereador Odilon Oliveira: "Está sendo uma experiência ímpar atuar na Comissão, trabalhando e aprendendo ao mesmo tempo".

Já o vereador Junior Longo declarou ser uma honra participar desta experiência ímpar, "É uma honra participar desta Comissão, uma questão tão falada e questionada em alguns momentos pela sociedade, porém vejo a Comissão como um momento oportuno de esclarecimento, fico feliz em fazer parte", avaliou.

O vereador veterinário Francisco agradeceu a oportunidade de participar da CPI e parabenizou todos que vieram esclarecer  questões abordadas pela população, "Eu tenho recebido cobrança da população sobre algumas questões e com essa CPI todas as dúvidas serão sanadas, através das oitivas tivemos oportunidade de ouvir as pessoas que trabalham com o táxi em uma tradição de família", frisou.

Para o vereador Pr. Jeremias Flores é uma honra participar da Comissão e poder servir Campo Grande.

Para finalizar, o presidente da CPI, Vinícius Siqueira explicou: "Nosso único interesse é melhorar o funcionamento da agência que regulamenta o transporte de campo grande, para que a cidade tenha mais segurança e melhor qualidade na prestação desse serviço público que é tão importante. Nosso objetivo é colaborar para que esse serviço seja cada vez mais barato, mais eficiente e mais justo, para que quem tenha esses alvarás sejam os taxistas que utilizam desse serviço e as empresas que prestam esse serviço com excelência".

A Comissão Parlamentar de Inquérito é composta pelos vereadores Vinicius Siqueira (presidente), Odilon de Oliveira (relator), Júnior Longo, Veterinário Francisco e Pastor Jeremias Flores.

 

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