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Audiência Pública cria grupo para discutir tratamento de pessoas com anemia falciforme

12 julho 2018 - 13h11

Proposta pelo deputado João Grandão em parceria com o Coletivo de Mulheres Negras de Mato Grosso do Sul “Raimunda Luzia de Brito”, a Audiência Pública sobre as políticas públicas de tratamento da anemia falciforme no estado, na quarta-feira (11), resultou na criação de um grupo de trabalho para discutir o atendimento oferecido na rede pública de saúde.

A equipe vai contar com representantes da sociedade civil, entidades dos movimentos negros, profissionais da área da saúde, além do mandato do deputado João Grandão. O próximo passo e realizar um seminário e criar um comitê para ampliar o debate sobre a saúde da população negra, sobretudo em relação a doença e métodos de tratamento no estado.  

Também foi estabelecida a criação de uma campanha para elucidar a doença, como forma de levar informação não apenas a população, mas também aos profissionais da saúde – que desconhecem a enfermidade -, o que dificulta o diagnóstico e tratamento; principalmente nas unidades básicas de saúde.

Entre os participantes, o evento contou com uma palestra da enfermeira Dra. Berenice Assumpção Kikuchi, presidente da Associação de Anemia Falciforme de São Paulo e referência nacional no assunto.

De acordo com João Grandão, o Poder Público está como agente apoiador na condução deste processo e, tem como um dos objetivos adaptar a rede pública de saúde para fazer o atendimento digno ao paciente portador da doença.

Enquanto deputado federal, em 1999, Joao Grandão propôs projeto de lei na Câmara sobre a obrigatoriedade da realização de exames de identificação de hemoglobinopatias nas maternidades e estabelecimentos congêneres, para o diagnóstico precoce da anemia falciforme.

A doença

Entre 25 mil a 50 mil pessoas possuem a doença no País. Uma modificação genética faz com que as hemácias (glóbulos vermelhos) tenham um formato semelhante a uma foice, o que dificulta a oxigenação do corpo e pode obstruir os vasos.

De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas podem começar ainda na infância. Os mais comuns são anemia, dores fortes, infecções frequentes, acúmulo de sangue no baço e icterícia (pele e parte branca dos olhos amareladas), além de risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC). 

 

 

 

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