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APREENSÃO

Operação apreende celulares e drogas que iriam para presídio no Rio

A ação teve como meta confirmar suposta facilitação de entrada no sistema prisional de celulares e drogas, através do sistema de correspondência Sedex, da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT)

9 janeiro 2019 - 06h08
Na mesma encomenda seriam entregues 108 barras de maconha também através de Sedex para um morador da favela Vila Aliança, em Bangu, bairro que fica perto do Complexo de Gericinó
Na mesma encomenda seriam entregues 108 barras de maconha também através de Sedex para um morador da favela Vila Aliança, em Bangu, bairro que fica perto do Complexo de Gericinó - Foto: Divulgação

A Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário e a Corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), em parceria com agentes da Polícia Federal, realizaram uma operação no Presídio Serrano Neves, conhecido como Bangu 3, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro, onde foram apreendidos celulares, drogas, e equipamentos usados em redes de computadores.

A ação teve como meta confirmar suposta facilitação de entrada no sistema prisional de celulares e drogas, através do sistema de correspondência Sedex, da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

A operação resultou na apreensão de 34 aparelhos de celulares, 30 carregadores e dois roteadores [aparelhos usados em redes de computadores para o encaminhamento das informações acondicionadas em pacotes de dados], além de 200 comprimidos de ecstasy [droga sintética fabricada em laboratório] e dois tabletes de maconha.

Uma sindicância interna foi aberta na Corregedoria da Seap para apurar se houve alguma facilitação de entrada da droga e dos equipamentos no presídio. O caso também foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá.

Na mesma encomenda seriam entregues 108 barras de maconha também através de Sedex para um morador da favela Vila Aliança, em Bangu, bairro que fica perto do Complexo de Gericinó. O nome da pessoa que receberia a correspondência foi mantido em sigilo para não atrapalhar às investigações.

A droga estava escondida em tabletes de rapadura e foi postada numa agência dos Correios na cidade de Taubaté, em São Paulo.