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INTERNACIONAL

Venezuela: em último dia de campanha, presos políticos fazem rebelião

17 maio 2018 - 19h56

Uma rebelião em um importante presídio de Caracas marcou o encerramento da campanha eleitoral na Venezuela, nesta quinta-feira (17). Um grupo de opositores ao regime do presidente Nicolás Maduro teria ocupado corredores e áreas comunitárias de El Helicoide – um edifício projetado na década de 1950, como um moderno centro comercial. Hoje o prédio abriga, além das celas dos prisioneiros comuns, o quartel-general do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) e 50 opositores presos pelo regime do presidente Maduro.

No domingo (20), Maduro disputa o segundo mandato presidencial com quatro outros candidatos. O governo está seguro da reeleição, uma vez que seus principais rivais políticos foram presos, exiliados ou impedidos de se candidatar. O principal desafio de Maduro será garantir uma alta participação do eleitorado para legitimar um governo acusado por opositores e parte da comunidade internacional de autoritário e antidemocrático. Os grandes partidos políticos da oposição fizeram campanha pela abstenção por considerar a eleição uma fraude.

No ato de encerramento de campanha, Maduro se dirigiu aos simpatizantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), no poder há 18 anos, e pediu a todos que madrugassem às 5h no domingo para votar. “Quem tem aí a carteirinha de militante do PSUV, levante a mão’, disse. Ao lado dele, no palco, o craque do futebol argentino Diego Maradona lembrou que tinha tirado a dele.

De todos os candidatos à presidência, o único com alguma chance de desafiar Maduro é Henri Falcon, um ex-simpatizante de Hugo Chávez (que instalou o socialismo no poder e governou o país de 1999 até a sua morte, em 2013). Os grandes partidos da oposição consideram que ele é um traidor porque decidiu se candidatar e, assim, legitimar a eleição. Já os chavistas dizem que Flacon também traiu os ideais do socialismo para dolarizar a economia. A Venezuela vive uma profunda crise econômica, política e social, com hiperinflação, êxodo de venezuelanos para países vizinhos e desabastecimento de produtos básicos. 

El Helicoide

A poucos quilômetros de distância do comício de Maduro, o pastor Javier Bertucci – um dos cinco candidatos à presidência – foi até a porta de El Helicoide para, segundo ele, prestar solidariedade aos presos políticos. Mas ele foi expulso pelos parentes dos amotinados. Eles denunciaram maus tratos, torturas e abusos por parte das autoridades da prisão, que se recusaram a soltar 11 deles – apesar da Justiça já ter determinado a libertação.

“Isso não é campanha, isso é justiça”, gritavam os parentes e amigos dos presos políticos. A rebelião em El Helicoide começou depois que um prisioneiro levou uma surra, supostamente de um grupo de presos comuns. As imagens do estudante de engenharia Gregory Sanabria, com o rosto ensanguentado, circularam nas redes sociais. Ele foi detido durante os protestos de 2014 e até hoje não foi julgado.

Na porta do El Helicoide, Patricia Ceballos, mulher do ex-prefeito de Táchira, Daniel Ceballos, preso há quatro anos, contou que os prisioneiros políticos ocuparam os corredores e as áreas comuns para “denunciar a tortura e brutal agressão a Gregory Sanabria”. Eles também exigiram a presença do procurador-geral, Tarek Saab, que assegurou que todos estavam bem – inclusive o missionário mórmon Joshua Holt, que foi detido há dois anos com a mulher e gravou um vídeo pedindo ajuda ao governo dos Estados Unidos.

 

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