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TELEFONIA MÓVEL

Uso de WhatsApp faz Brasil perder 10 milhões de linhas de celular

As operadoras registraram queda de 3% do total de clientes de telefonia móvel em apenas cinco meses; o aumento no uso de aplicativos de mensagens é o principal motivo da mudança.

9 dezembro 2015 - 09h59DA REDAÇÃO COM BLOG ESTADÃO
Divulgação
HVM

Com o uso mais contínuo de WhatsApp, segundo analistas, o brasileiro deixa de utilizar o celular para fazer ligações normais e passa a se comunicar por meio do aplicativo, que basta ter uma rede de internet. Mais de 10 milhões de linhas de celular foram desativadas no Brasil em cinco meses, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em maio, o País contava com 284,2 milhões de linhas móveis, mas registrou 273 milhões de linhas ativas em outubro, uma queda de 3% no total. Antes dessa série de retrações consecutivas, o País só havia registrado uma única queda mensal desde 2005, em julho de 2006. 

As quatro maiores operadoras do País – Claro, Oi, Tim e Vivo – perderam linhas ativas no período analisado. A Vivo, líder de mercado, desconectou 3,6 milhões de linhas – embora tenha registrado leve recuperação em outubro – e a Tim teve queda de 3,3 milhões. Claro e Oi ficaram, respectivamente, com 2,5 milhões e 1,3 milhão de linhas a menos.Segundo a agência, São Paulo foi o Estado que mais perdeu acessos, com redução de cerca de 1,8 milhão de linhas. 

Para analistas, a queda no número de linhas ativas é reflexo de uma mudança no comportamento dos consumidores: eles estão deixando de fazer ligações para usar aplicativos de mensagens instantâneas como o WhatsApp. “O uso dos aplicativos de mensagens fez o brasileiro abandonar 

os serviços de voz”, diz o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude. As operadoras reconhecem o impacto desses serviços em seus negócios. 

“Através desses serviços, pouco importa a operadora que a pessoa usa”, diz o diretor de varejo da Oi, Eduardo Winik. 

Clube. Segundo Tude, o aumento do uso de mensagens instantâneas também fez os brasileiros reduzirem o número de chips de operadoras diferentes usados no mesmo celular, o chamado “efeito clube”. A prática, muito comum no Brasil, é adotada por usuários que querem gastar menos ao não pagar o valor de ligação entre operadoras (chamado de interconexão), fazendo chamadas apenas para celulares da mesma operadora. 

“Quem tinha dois ou três chips pré-pagos para falar com outras operadoras está ficando com uma só operadora, contratando serviços de voz e também de dados em um plano controle ou pós-pago”, explica Tude. Números da Anatel mostram que, entre maio e outubro, 12 milhões de linhas pré-pagas foram desconectadas, enquanto 2,4 milhões de acessos móveis pós-pagos foram ativados. 

A Tim e a Oi já reagiram à redução do número de chips. Em outubro, ambas anunciaram que a tarifa cobrada pelas chamadas feitas para números de outras operadoras custaria o mesmo valor de uma ligação para a mesma operadora. “Queremos liberar o usuário do efeito comunidade e ganhar mercado”, diz Winik, da Oi. Em estratégia similar, a Tim acredita que a mudança é benéfica para a operadora e para o cliente. “Se ele concentrar os gastos em uma só operadora, vai economizar no final”, diz o diretor de marketing da Tim, Carlos Roseiro. 

Outro motivo para a queda acentuada no número de linhas móveis é a agilidade das operadoras para desconectar seus usuários, uma estratégia para reduzir os efeitos da crise econômica. Para cada linha conectada, as operadoras precisam pagar uma taxa anual ao Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel). “Se o cliente não gera receita, não devemos mantê-lo dentro da base, porque ele gera custos para nós com o Fistel”, diz Winik, da Oi. 

Inversão. A queda no número de linhas móveis também reflete uma tendência do mercado de telecomunicações: as operadoras estão faturando cada vez menos com voz e mais com serviços de banda larga. No primeiro semestre de 2015, elas ganharam mais comos serviços de dados (R$ 33,6 bilhões) do que com voz (R$ 32 bilhões), segundo dados da Teleco. 

“No universo móvel, a maior parte da receita ainda é com voz, mas esse cenário se inverterá em cerca de um ano”, diz Tude, da Teleco. 

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