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INTERNACIONAL

UE defende acordo nuclear firmado com Irã e recusa impor novas sanções

Mogherini procurou traçar uma linha clara entre a adesão do Irã ao acordo nuclear e outras ações que a UE e os EUA consideram repreensíveis

16 abril 2018 - 15h00
O Irã é um dos principais aliados do presidente sírio, Bashar Assad, e apoia grupos militantes em toda a região
O Irã é um dos principais aliados do presidente sírio, Bashar Assad, e apoia grupos militantes em toda a região - Foto: Jornal de Brasília

A União Europeia (UE) defendeu fortemente o acordo nuclear de 2015 feito com o Irã e se recusou a impor novas sanções, apesar das ações de Teerã na Síria.

A chefe de relações exteriores da UE, Federica Mogherini, disse que "isto não estava previsto para ser uma decisão hoje", acrescentando que uma consideração mais aprofundada sobre como lidar com o papel do Irã no conflito sírio "acontecerá nos próximos dias ou semanas".

Mogherini procurou traçar uma linha clara entre a adesão do Irã ao acordo nuclear e outras ações que a UE e os EUA consideram repreensíveis. O Irã é um dos principais aliados do presidente sírio, Bashar Assad, e apoia grupos militantes em toda a região.

O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu se retirar do acordo de 2015 até 12 de maio, a menos que os negociadores dos EUA, da Inglaterra, da França e da Alemanha concordem em consertar o que ele considera "falhas sérias".

"Uma coisa é clara para todos nós", disse Mogherini sobre os 28 países da UE. "Queremos preservar o acordo nuclear com o Irã. Queremos ver o cumprimento total de todos os compromissos incluídos no acordo".

Ela acrescentou ainda que a UE leva as atividades iranianas na região "extremamente a sério, e é por isso que já temos um regime de sanções que aborda alguns desses comportamentos".