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GERAL

Suspeito de estupro que se passava por policial é reconhecido por 14 mulheres

12 Outubro 2017 - 16h37

Adson Muniz Santos, de 35 anos, preso suspeito de ter se passado por um policial federal para sequestrar e estuprar uma mulher na região dos Jardins, em São Paulo, foi reconhecido por 14 novas vítimas. As mulheres procuraram a polícia para informar que foram atacadas pelo acusado. Elas o reconheceram após as imagens serem divulgadas.

Santos foi preso na tarde de quarta-feira, 11 e está no 77º DP (Santa Cecília). Ele foi preso nas proximidades do Estádio do Pacaembu e a polícia suspeita que ele se preparava para cometer outro crime, pois estava com simulacro de arma e com o distintivo falso da Receita Federal.

Segundo a Polícia Civil, mulheres de outros Estados ligaram para a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) informando terem sido estupradas pelo homem.

"É um predador sexual sem sombra de dúvidas", disse a delegada plantonista da 1ª DDM, Cristine Nascimento Guedes Costa, quando o acusado foi preso. Além do caso de sexta, existem ao menos outros dois boletins de ocorrência contra ele. Dois deles foram registrados no 78º DP, nos Jardins, zona sul da capital. O primeiro, por estelionato, mostra que ele enganou uma mulher de 50 anos e teria prometido ajudá-la a resolver um problema em sua empresa. Levou R$ 20 mil no golpe. Em outro caso, o criminoso se passou por um produtor de mídia e abordou a vítima no Aeroporto de Congonhas no dia 2 de outubro. Ele prometeu a ela que poderia levá-la a um programa de TV e marcou um encontro em um hotel. No local, apontou uma arma de brinquedo e a estuprou.

Outras três mulheres que o reconheceram na delegacia relatam terem sido abordadas mas, desconfiadas da atitude, fugiram.

Santos é filiado ao Partido Republicano Brasileiro (PRB) e foi vereador do município de Jussiape (BA), de cerca de 8 mil habitantes, a partir de 2013, com 361 votos. Ele já havia sido candidato a deputado estadual em 2010, mas, segundo texto publicado em site do partido na Bahia, não conseguiu seguir na disputa por ter sofrido um acidente de trânsito.

Nas redes sociais, como Instagram e Facebook, o político ostenta com fotos em carro de luxo posa ao lado de famosos, como o Ronaldinho Gaúcho e exibe imagens com políticos de seu partido, como o deputado federal Celso Russomano e o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivela.

A vítima mais recente de Santos, segundo a polícia, foi a mulher rendida na sexta-feira, 6, ao sair de carro de um supermercado na Rua Augusta, nos Jardins, região central de São Paulo. Ao atravessar a via com seu automóvel, a mulher cruzou com o criminoso, que, do meio da rua, encostou o falso distintivo no vidro do carro. A vítima, então, abriu o vidro do automóvel.

"Ele se passou por um policial federal. Ela teria andado por três horas no carro. O cidadão a teria estuprado e ainda a fez tirar R$ 3 mil no caixa eletrônico", disse o delegado seccional do Centro, Marco Antonio de Paula Santos.

Na terça-feira, 10, o caso passou a ser divulgado nas redes sociais, especialmente em grupos do WhatsApp, com imagens de câmeras de segurança do estacionamento do supermercado, que mostram a hora em que o homem se aproxima do carro.

O marido da vítima publicou um texto nas redes com detalhes do crime. "(Minha mulher) saía do estacionamento do (supermercado) Santa Luzia, atravessou a Augusta, quando um rapaz, aparentando 35 anos, bem vestido, bateu na janela do carro dela, apresentou as credencias de policial e pediu os documentos do carro dela sob o pretexto de que ela quase o atropelou", relata. "Neste momento, percebendo que o carro estava destravado, ele entrou e a sequestrou por três horas com a intenção de roubo e estupro."

O marido disse ainda que o bandido circulou com ela no carro até a Avenida Francisco Matarazzo, na zona oeste, quando a vítima conseguiu fugir.

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