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Susp é avanço, mas discussão precisa ser ampliada, dizem especialistas

12 junho 2018 - 06h45

A aprovação de um sistema único para a segurança pública representa um avanço necessário e já pendente há alguns anos, dizem especialistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. Mas, segundo eles, a medida não é a panaceia para o setor, ainda mais em destaque nos últimos tempos em razão do aumento da criminalidade em diferentes regiões do País.

Discussões maiores, como mudanças nos ciclos policiais (a unificação das polícias civil e militar, por exemplo), ficaram de fora, pois só poderiam ser analisadas como propostas de emenda à Constituição. As verbas destinadas para o setor e a regulamentação serão os próximos desafios que o ministro da Segurança, Raul Jungmann, terá de enfrentar.

Pesquisador e ex-gestor do Fundo Nacional de Segurança Pública em 2002, Túlio Kahn diz que a eventual falta de recursos pode representar um problema na cooperação prevista. "O grande incentivo é acenar com a cenoura para que os Estados forneçam os dados e adotem a mesma matriz curricular, por exemplo. Há quem faça isso por acreditar no mérito da proposta e os que vão cooperar por interesse em receber recursos, agora ou no futuro." Ele vê "passos tímidos na direção certa", como a uniformização do treinamento e do sistema de informação de foragidos.

Para Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o sistema hoje é uma "carta de intenções". "Existe um avanço, mas só há uma sinalização de integração, não está posta a construção de um sistema. Veremos na regulamentação como isso se traduz em questões práticas. O desafio é criar um sistema aplicável." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ALMS CORTESIA
TJ MS