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GERAL

Rei de Ifé participa de ato com líderes religiosos no Cristo Redentor

13 junho 2018 - 19h49
O rei de Ifé e líder do povo iorubá, na Nigéria, Ooni Adeyeye Enitan Ogunwusi, o Ojaja II, participa de evento inter-religioso no Cristo Redentor./Tomaz Silva/Agência Brasil
O rei de Ifé e líder do povo iorubá, na Nigéria, Ooni Adeyeye Enitan Ogunwusi, o Ojaja II, participa de evento inter-religioso no Cristo Redentor./Tomaz Silva/Agência Brasil

Vinte líderes de diversas religiões e crenças participaram hoje (13) de evento interreligioso no Cristo Redentor com a presença do rei de Ifé, Ooni Adeyeye Enitan Ogunwusi, o Ojaja ll, líder da cultura iorubá. O rei completou hoje três dias de visita ao Rio de Janeiro, quando foi homenageado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e recebeu a medalha Tiradentes, a maior honraria do estado.

Durante o evento, foi feita uma prece para a cidade do Rio e seus moradores. E os líderes religiosos lembraram o combate à intolerância religiosa.

Para a diretora do Instituto Expo Religião, Luzia Lacerda, a intolerância religiosa é resultado da falta de informação. “Como este é um assunto que foi velado por muito tempo não só nas casas como nas escolas também isso é um reflexo. Tem que levar informação ao público. O que é religião de matrizes africanas, o que é o cigano que não é religião, o que são os muçulmanos xiitas sunitas, não misturar o que está acontecendo em outros países”, disse.

De janeiro a março deste ano, os casos de intolerância religiosa cresceram mais de 56% no estado do Rio de Janeiro em comparação ao primeiro trimestre de 2017. Em valores absolutos, o número subiu de 16 para 25 denúncias no período, segundo a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos. O tipo de violência mais praticado é a discriminação (32%). Depois, aparecem depredação de lugares ou imagens (20%) e difamação (10,8%). As religiões de matrizes africanas são os principais alvos: candomblé (30%) e umbanda (22%).

Nain Eghrai, representante da Fé Bahá'í, religião que surgiu no Irã em 1844 e defende a unidade na diversidade a partir de um único Deus, relatou que a sede em Niterói, na região metropolitana do Rio, já foi alvo de roubos, porém reconhece que os representantes das religiões de matrizes africanas, como umbanda e do candomblé, sofrem mais perseguição. Para ele, as religiões não devem se render ao preconceito para que a "religião perseguida tornar-se mais forte”.

 

O rei de Ifé e líder do povo iorubá, na Nigéria, Ooni Adeyeye Enitan Ogunwusi, o Ojaja II, participa de evento interreligioso no Cristo Redentor Tomaz Silva/Agência Brasil

 

*Com colaboração de Tatiana Alves, repórter das Rádio Nacional

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