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HOMENAGEM

Presidente da França descerra placa em memória das vítimas de atentados terroristas

Os franceses encerram hoje (10) às homenagens em memória das vítimas dos atentados do ano passado

10 janeiro 2016 - 12h57Da redação, com informações da Agência Brasil
Reprodução/ABr
FAMASUL - SENAR

Os franceses encerram hoje (10) às homenagens em memória das vítimas dos atentados do ano passado com o descerramento de uma placa perto de um carvalho plantado na Praça da República, em Paris.

A placa, de acordo com os jornalistas da agência France Presse, inaugurada pela presidenta da Câmara de Paris, Anne Hidalgo, e o presidente François Hollande, tem um texto onde se lê: "Em memória das vítimas dos atentados terroristas de janeiro e novembro de 2015 em Paris, Montrouge e St.Denis. Aqui mesmo a França presta-lhes a sua homenagem".

Em um local com bastante segurança e na presença de muitos familiares das vítimas, o cantor Johnny Hallyday começou um pequeno concerto.

Durante esta iniciativa, foi também lida uma frase do escritor Victor Hugo, originalmente proferida em 5 de setembro de 1870, quando retornou do exílio: "Salvar Paris é mais do que salvar a França, é salvar o mundo. Paris é o centro da humanidade. Paris é a cidade sagrada. Um ataque em massa a Paris é um ataque a toda a humanidade".

O primeiro-ministro francês, em entrevista ao canal France 2, afirmou que "é preciso enfrentar o terrorismo, porque estamos em guerra contra o jihadismo, mas com este espírito de união". Para Manuel Valls, "há que ter compaixão, mas ao mesmo tempo ter a força de dizer que estamos aqui, estamos vivos".

Este dia de celebração conclui um semana em memória das vítimas dos ataques de janeiro, que fizeram 17 mortos, e dos de novembro, com 130 mortes, em regiões de Paris.

Visita

O presidente francês, François Hollande, fez hoje uma visita surpresa à grande mesquita de Paris, um ano após os ataques jihadistas.

"O presidente teve um momento de troca, convívio e fraternidade durante o chá", disse um oficial da presidência francesa.

Mais cedo, Hollande participou num evento discreto para marcar um ano desde que 1,5 milhão de pessoas se concentraram no centro de Paris, numa demonstração de protesto aos tiroteios no jornal Charlie Hebdo e a um supermercado judeu na capital francesa.

As mesquitas de toda a França abriram este fim de semana as portas ao público em uma tentativa da comunidade muçulmana de construir pontes com o restante comunidade, na sequência de uma série de ataques jihadistas que atingiram a França em 2015.

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