16 de Janeiro de 2018 Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
Banner Educação
GERAL

Policiais federais envolvidos em atentado a bomba em Goiânia vão a júri popular

Chaveiro e Valdinho Rodrigues Chaveiro, que são policiais federais aposentados, estão presos desde dezembro de 2016, apontados como principais acusados pelo crime

12 Janeiro 2018 - 12h28
Cunha foi submetido a oito cirurgias e, posteriormente, sessões de fisioterapia para recuperar os movimentos da mão esquerda
Cunha foi submetido a oito cirurgias e, posteriormente, sessões de fisioterapia para recuperar os movimentos da mão esquerda - Foto: Murilo Velasco

A Justiça de Goiás mandou a júri popular o caso do advogado que sofreu um atentado com bomba em seu escritório, em fevereiro de 2016, em Goiânia. A decisão foi tomada pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, em substituição na 2.ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri, na última quarta-feira, 10. A data do julgamento ainda não foi definida.

O artefato foi enviado dentro de uma caixa de vinho e entregue por um motoboy no escritório de Walmir Oliveira da Cunha, que ficou gravemente ferido - ele teve mutilados três dedos e parte da palma da mão, além de ferimentos severos no abdômen e partes da perna e pé esquerdo lesionados.

Cunha foi submetido a oito cirurgias e, posteriormente, sessões de fisioterapia para recuperar os movimentos da mão esquerda.

Chaveiro e Valdinho Rodrigues Chaveiro, que são policiais federais aposentados, estão presos desde dezembro de 2016, apontados como principais acusados pelo crime. Eles serão julgados por tentativa de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, crime cometido com emprego de explosivo e dissimulação.

Segundo as investigações, a motivação seria uma vingança contra o advogado, por causa de uma disputa judicial pela guarda da neta de Valdinho.

Ao saber da pronúncia que mandou os policiais a júri popular, o advogado declarou confiar plenamente na decisão do Judiciário: "Tenho também a esperança e a confiança na população, a quem caberá julgar o caso. É preciso assegurar o direito de todo profissional de realizar seu trabalho sem ameaças até mesmo para garantir os direitos de todos os cidadãos."

A defesa dos irmãos considerou a decisão 'inaceitável' e afirmou que irá recorrer.