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COMBATE AO AEDES AEGYPTI

Polícia Civil e Prefeitura invadem casas em busca do Aedes aegypti

Serão invadidos mais de 2 mil imóveis fechados em Campo Grande para eliminar criadouros do Aedes aegypti.

15 dezembro 2015 - 16h35DA REDAÇÃO
Divulgação
FAMASUL - SENAR

Para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e também da febre chikungunya e zika vírus, uma força tarefa entre a Polícia Civil, Guarda Municipal, fiscais da Semadur(Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e agentes epidemiológicos e comunitários vai “invadir” mais de 2 mil imóveis fechados em Campo Grande para eliminar criadouros do Aedes aegypti. 

“Houve uma pequena redução do número de casos de dengue, mas é pouco. Temos que trabalhar mais e agora que com a autorização da Justiça vamos entrar nos imóveis fechados com a ajuda da Polícia Civil, Guarda Municipal, agentes comunitários, Semadur e vamos vencer essa epidemia de dengue”, explica o prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP). 

Na ação desta terça -feira (15), os policiais da Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista), agentes epidemiológicos e fiscais da Semadur entraram, com ajuda de um chaveiro, em um prédio abandonado, localizado na Rua Abraão Julio Rahe, que com autorização da Justiça puderem vistoriar e constatar que dentro do prédio tinha focos de larvas do Aedes aegypti. Antes da entrada dos agentes os policiais da Decat e peritos da Polícia Civil entrar no prédio para verificar a segurança do local. “Esse prédio nos já notificamos e multamos. Como é reincidente, a multa agora é de R$ 14 mil”, explica o titular da Semadur Rui Nunes.

O prefeito de Campo Grande Alcides Bernal explicou que a prefeitura pode notificar e caso não seja atendido o pedido pode aplicar multar para as pessoas que deixarem seus imóveis abandonados no valor de mil reais até sete mil, podendo chegar a R$ 14 mil caso seja reincidente. “A Polícia Civil e a Guarda Municipal podem autuar em flagrante por crime ambiental se perceberem que uma pessoa esteja jogando lixo em terrenos e ruas ou dono do imóvel não esteja cuidando do local poderá ser responsabilizado por crime ambiental e pode ser preso até dois anos de prisão”, explica o prefeito.

O titular da Semadur explica que os fiscais da pasta estão orientando os donos dos imóveis para que deixem o local limpo para que não possam ser criadores do mosquito. Os proprietários estão sendo notificados e caso não haja a conscientização eles serão multados.

O secretário de Saúde, Ivandro Fonseca afirma que essa força tarefa é uma das ações que estão sendo feitas pela Prefeitura para tentar minimizar a epidemia que está sendo causada pelo Aedes aegypti, que transmite três doenças graves. “Nos já estamos trabalhando há três meses com a visita dos agentes epidemiológicos e campanhas de conscientização. Todas as unidades de saúde estão fazendo dia D contra o mosquito nos bairros. O Exército Brasileiro está nos ajudando com a coleta de pneus, além dos dois hospitais de campanha. No fim de semana, o Setlog (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Mato Grosso do Sul) nos cedeu caminhões para fazermos mutirões de limpeza. Estamos trabalhando muito para diminuir o impacto dessa epidemia”, finaliza.

Dados epidemiológicos

De acordo com a Sesau, do dia 27 de janeiro a 15 de dezembro foram 9.447 mil notificações deste total, 3.819 casos confirmados de dengue, cinco com dengue grave e três mortes em decorrência da doença. Com relação à chikungunya, neste mesmo período ocorreram 97 notificações, com dois casos confirmados (importados). Quanto ao zika vírus, o levantamento feito pela Sesau até essa terça-feira (15.12) revela 152 casos investigados com suspeita da doença, nenhum caso ainda foi confirmado. Os dados de notificação das doenças são atualizados todas as terças-feiras pela Sesau.

 

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