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PF deflagra operação contra contrabando de cigarro

13 junho 2018 - 08h16
Polícia Federal/Marcello Casal jr/Agência Brasil
Polícia Federal/Marcello Casal jr/Agência Brasil

Cerca de 200 agentes da Polícia Federal (PF) e 80 policiais rodoviários federais estão, desde as 7h desta quarta-feira (13), nas ruas de cidades do Rio Grande do Sul,  de Santa Catarina e do Paraná para desarticular um esquema de distribuição de cigarros contrabandeados. Os alvos da operação, batizada de Humo, incluem depósitos, comércios e endereços residenciais.

Os agentes cumprem 53 mandados de busca e apreensão e 22 de prisão por contrabando, organização criminosa, corrupção de menores, lavagem de capitais e falsidade ideológica. A ação também inclui o sequestro de 32 veículos e o bloqueio de contas bancárias de 16 pessoas.

 

Até a ação de hoje, 34 pessoas já tinham sido presas em flagrante e 31 veículos, avaliados em mais de R$ 900 mil - Marcello Casal jr/Agência Brasil

A assessoria da PF ainda não tem detalhes sobre o balanço das ações de hoje. O resultado deve ser divulgado ainda pela manhã em uma entrevista coletiva na Superintendência da Polícia Federal, em Porto Alegre.

Assessores explicaram que as investigações começaram a partir da apreensão de uma carga de 70 mil cigarros contrabandeados na fronteira do país, em setembro de 2017. A mercadoria seria distribuída no Uruguai, onde é vendida por valor mais alto do que o cobrado no Brasil. A partir daí, agentes começaram a mapear a rede de distribuição dos cigarros de origem paraguaia. Os principas destinos eram Porto Alegre e região metropolitana, Pelotas, Rio Grande, litoral sul do RS e cidades da fronteira com o Uruguai. Também foram identificados distribuidores do contrabando em Foz do Iguaçu e Marumbi, no Paraná, e na cidade catarinense de Palhoça.

Até a ação de hoje, 34 pessoas já tinham sido presas em flagrante e 31 veículos, avaliados em mais de R$ 900 mil. Os agentes também apreenderam mais de 1,4 milhão de maços de cigarro. A estimativa de créditos tributários evadidos supera R$ 10 milhões.

ALMS CORTESIA
TJ MS