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GERAL

Paulistano volta a parque sem estar protegido contra febre amarela

A reportagem abordou 20 pessoas nesta quinta no Horto e somente uma família não estava protegida

12 janeiro 2018 - 06h54
O segurança Waldemar Moretti, de 36 anos, havia se vacinado com a filha e três sobrinhos no dia anterior
O segurança Waldemar Moretti, de 36 anos, havia se vacinado com a filha e três sobrinhos no dia anterior - Foto: Metro Jornal

A reabertura de três parques estaduais na capital paulista - fechados havia mais de dois meses após a infecção de macacos por febre amarela - causou desconfiança até entre frequentadores vacinados que nesta quinta-feira, 11, foram aos locais. Muitos dos que estiveram no Horto Florestal, na zona norte, encheram o corpo de repelente. Outros levaram carteira de vacinação, achando que teriam o documento cobrado na entrada.

A reportagem abordou 20 pessoas nesta quinta no Horto e somente uma família não estava protegida. O segurança Waldemar Moretti, de 36 anos, havia se vacinado com a filha e três sobrinhos no dia anterior. A proteção só ocorre após dez dias. "Vacinei porque as crianças pediram", diz Moretti. Já o aposentado Francisco Rocha, de 65 anos, levou até carteira para comprovar a vacinação, mas o documento não é cobrado.

Infectologistas consideraram precipitada a reabertura dos parques. "Quem frequenta o Horto não é só quem mora no entorno. Enquanto não tiver cobertura de vacinação mais plena, acho precipitado", disse Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses. "Pessoas estão frequentando parques sem vacinação e sem colocar repelente", completou Celso Granato, professor de Infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Já Regiane de Paula, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica estadual, disse que a reabertura dos parques só ocorreu após cumprimento da previsão de imunização do entorno.

Rubeola
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