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Parlamento sul-africano deve manter Ramaphosa na presidência até 2019

Zuma renunciou à presidência no fim da tarde de ontem, após o ANC, que perdeu popularidade devido aos escândalos de corrupção durante seu mandato, instruí-lo a se retirar

15 Fevereiro 2018 - 08h10
Segundo autoridades sul-africanas, oito pessoas já foram presas durante uma investigação envolvendo à família Gupta, ligada a Zuma
Segundo autoridades sul-africanas, oito pessoas já foram presas durante uma investigação envolvendo à família Gupta, ligada a Zuma - Foto: SwissInfo

O governo da África do Sul confirmou que o presidente em exercício Cyril Ramaphosa ficará no cargo até que o Parlamento eleja um novo líder nesta quinta-feira, após a renúncia de Jacob Zuma.

O parlamento, composto por 400 membros e dominado pelo partido Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), deve optar por manter Ramaphosa até o fim do mandato de seu antecessor, que termina com as eleições de 2019.

O partido de oposição Lutadores da Liberdade Econômica disse que não irá participar das eleições por considerar o ANC corrupto. Para o líder da sigla, Julius Malema, o Parlamento deveria ser dissolvido, para que novos legisladores sejam eleitos. Segundo Malema, o ANC protegeu Zuma durante anos antes de se voltar contra ele e não agirá de forma diferente sob uma administração liderada por Ramaphosa.

Zuma renunciou à presidência no fim da tarde de ontem, após o ANC, que perdeu popularidade devido aos escândalos de corrupção durante seu mandato, instruí-lo a se retirar.

Segundo autoridades sul-africanas, oito pessoas já foram presas durante uma investigação envolvendo à família Gupta, ligada a Zuma.

A moeda sul-africana, o rand, se fortaleceu ante o dólar no começo desta quinta-feira, após a renúncia de Zuma, que colocou fim numa crise de liderança que havia parado os negócios do governo.

A Fundação Nelson Mandela recebeu bem a partida de Zuma, mas afirmou que o Estado deve agir contra "redes de criminalidade" que afetaram a democracia da África do Sul. 

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