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Para Malu Mader, proibição do aborto é a sociedade criminalizando a mulher pobre

6 Dezembro 2017 - 16h50

A atriz Malu Mader mostrou sua posição a respeito do aborto durante uma conversa no Encontro com Fátima desta quarta-feira, 6. Ela fez críticas às pessoas que propõem a criminalização do ato feito por mulheres grávidas.

Na discussão, Malu afirmou que há hipocrisia na sociedade quando se toca no assunto, e que as pessoas que mais sofrem com isso são as mulheres mais pobres.

"Ninguém é a favor do aborto. Não existe alguém a favor do aborto, a favor de matar. Não é uma questão de ser a favor ou não ser. É uma questão que ele existe! Muitas mulheres fazem aborto e muitas morrem, sobretudo as mulheres pobres", destacou ela.

Em seguida, Malu ressaltou o fator social que envolve a questão: "Mais uma vez é a sociedade criminalizando apenas a mulher pobre. É uma questão de discutir isso, realmente, de fato. A mim parece que não importa muito a vida dessa mulher, se ela vai morrer ou não. Me parece a questão de hipocrisia, também. A mesma coisa em relação às drogas. Não é uma questão de ser a favor. Ele não pode ser criminalizado."

"Essas questões de onde começa a vida, e tal, eu compreendo que as pessoas se choquem, claro, tirar uma vida e tal. Mas ninguém se empenhou nunca numa campanha de prevenção da gravidez indesejada, ninguém tá tão preocupado com a vida das pessoas como querem fazer parecer", prosseguiu.

A atriz chegou a citar um caso que causou debate recentemente no mundo artístico: "A mesma questão em relação à arte. Ah, estão preocupados que a criança tocou no pé do homem nu, não é nada disso. Um conservadorismo, também. Uma pauta que é de saúde pública, não é de Justiça, de religiões."

Posteriormente, em outro momento do programa, a atriz voltou a esclarecer sua posição: "Acho importante dizer que eu tava tão inflamada aqui que parecia que eu tava defendendo o aborto. E, de fato, acho uma coisa horrível, também. Quando eu comecei a minha vida sexual, antes mesmo, quando previa que aquilo ia começar, mas aí é uma condição privilegiada, eu tinha uma ginecologista me acompanhando, uma mãe conversando em casa, podendo me dar atenção, porque eu também tinha pavor dessa ideia engravidar."

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