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EVENTO

Mudanças climáticas e a valoração da região pantaneira são destaque em evento de comemoração ao dia do Pantanal

Em comemoração à data, o pesquisador da Embrapa Ivan Bergier participou do evento nacional “Vamos Falar de Pantanal?” realizado pela WWF Brasil

13 Novembro 2017 - 17h00Da Redação
O personagem Chico Bento foi escolhido para ser o embaixador da proteção das nascentes do Pantanal por ser um amante da natureza
O personagem Chico Bento foi escolhido para ser o embaixador da proteção das nascentes do Pantanal por ser um amante da natureza - Divulgação

No dia 12 de novembro é o Dia do Pantanal, a maior área úmida continental do planeta e Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera. Em comemoração à data, o pesquisador da Embrapa Ivan Bergier participou do evento nacional “Vamos Falar de Pantanal?” realizado pela WWF Brasil no dia 8/11, no teatro Centro Cultural Unibes, localizado na capital paulista.

Durante o encontro foram abordados diversos assuntos como as belezas da fauna e da flora, a cultura e a gastronomia da região pantaneira, bem como apresentadas as principais ameaças para o bioma. Além de contar com especialistas, o evento teve a participação do personagem Chico Bento, da Maurício de Sousa Produções. O personagem foi nomeado pela WWF-Brasil em 2014 “embaixador da proteção das nascentes do Pantanal”. Assim, o evento fez também alusão ao lançamento do gibi especial “Chico Bento vai ao Pantanal” e de uma série de histórias em quadrinhos do Chico Bento no Pantanal.

Em sua palestra, o pesquisador Ivan Bergier apresentou dados inéditos sobre as mudanças climáticas na região. Segundo o pesquisador, as mudanças climáticas e a crescente ocupação desordenada de agroecossistemas na região de planalto devem ser ambas entendidas como reais ameaças ao Pantanal: “as chuvas de verão estão ficando mais extremas. Desde 1925 até 2016, vem sendo observada uma tendência de mais chuvas em menos dias, o que pode ser uma resposta do clima ao aquecimento global induzido pela emissão humana de gases estufa”, explica.

De outro lado, a supressão continuada da vegetação original do Cerrado no planalto para dar lugar à agropecuária tem afetado diretamente a quantidade de água e sedimentos transportados do planalto para a planície. Para o pesquisador, além de acordos multinacionais para a mitigação das emissões de gases estufa (como os tratados nas Conferências das Partes das Nações Unidas), a conservação do Pantanal depende essencialmente de políticas públicas regionais que incentivem a adoção de sistemas integrados de produção de alimentos no planalto. “Sem medidas de restauração da vegetação nativa, ou da promoção concreta da adoção de sistemas agroflorestais como a integração ou combinação entre lavoura, pecuária e florestas plantadas no planalto, a mudança do clima poderá intensificar o impacto da agropecuária do planalto nas planícies, afetando comunidades de produtores de gado, ribeirinhos e outras atividades como ecoturismo, transporte por hidrovia e pesca.

 Ivan explica que "chuvas extremas podem desencadear aumentos da descarga fluvial dos planaltos desmatados, favorecendo a ocorrência de cheias extremas em áreas inundáveis por rios, o que pode aumentar a frequência de processos naturais conhecidos por arrombados e avulsões”. Esses fenômenos mudam drasticamente a paisagem nas planícies e o tempo necessário de restauração dos ecossistemas impactados é variável, dependente da magnitude do arrombado e da subsequente avulsão.

Quanto Vale o Pantanal?

O coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil Júlio César Sampaio, citou, durante sua apresentação, dados do trabalho “Quanto vale o Pantanal?”, publicado pelo pesquisador da Embrapa André Steffens Moraes. “O desmatamento do Pantanal tem um preço: mais de R$24 mil por hectare ao ano. Considerando que 18% da planície já foi desmatada por conta da expansão de commodities e produção extensiva de gado, o custo total é de R$19 milhões ao ano. Isso é terrível porque estamos reduzindo a quantidade das populações animais e vegetais podendo haver um sério risco redução da biodiversidade, afetando processos que garantem a disponibilidade de água para as populações", afirmou Júlio César Sampaio.

Além do pesquisador da unidade de Corumbá/MS e do coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil o evento contou com apresentações de Mônica de Sousa, diretora executiva da Mauricio de Sousa Produções, do Professor José Sabino, biólogo e especialista em comportamento animal e fauna do Pantanal da Universidade Anhanguera; da bióloga Cristina Neves, gestora ambiental da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) SESC Pantanal e da Professora Marli Deon Sette, especialista em Direito Ambiental da UFMT.

Em sua palestra, Marli Deon Sette, explicou o Brasil precisa criar mecanismos para remunerar os proprietários que preservem as riquezas naturais: “temos que demonstrar que é economicamente mais vantajoso para os proprietários das terras manter a mata do que retirá-la. Um desses mecanismos deveria ser o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), bem como incentivar o uso inteligente do Pantanal com práticas como a pecuária tradicional, a agricultura familiar não mecanizada e o turismo ecológico e rural”, afirmou a especialista.

A programação também incluiu música típica da região, com a cantora cuiabana Ana Rafaela, e culinária pantaneira elaborada pela chef Ariani Malouf.

Chico Bento e o Pantanal

O personagem Chico Bento foi escolhido para ser o embaixador da proteção das nascentes do Pantanal por ser um amante da natureza. Segundo os idealizadores dessa iniciativa, o objetivo das histórias é envolver o maior número de pessoas, entre adultos e crianças, e transmitir a importância da preservação da água doce. Segundo Mônica de Sousa, filha do ilustrador Mauricio de Sousa e diretora executiva da Mauricio de Sousa Produções, as informações e dados apresentados pelos especialistas durante as palestras servirão de inspiração e base de conhecimento para a formulação de quadrinhos sobre a temática.

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