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NOVAS PERSPECTIVAS

Mesmo com dólar alto e coronavírus, Fava Neves aponta boas perspectivas para o produtor brasileiro

Além dos impactos do coronavírus, o engenheiro agrônomo colocou a necessidade de se observar outros quatro pontos que podem impactar o agronegócio

13 março 2020 - 13h28Da Redação com Assessoria
O palestrante não vê uma reação negativa em relação ao coronavírus para o agronegócio brasileiro
O palestrante não vê uma reação negativa em relação ao coronavírus para o agronegócio brasileiro - Foto: Divulgação/Assessoria

O agrônomo Marcos Fava Neves abriu sua palestra “O Futuro do Agro”, em Chapadão do Sul, nesta quinta-feira (12), falando da “conjunção planetária” que iniciou 2020 aos produtores rurais brasileiros. “Começamos o ano com inflação baixa, câmbio baixo, boa perspectiva da safra, mas o quadro mudou em menos de três meses”, comentou. As mudanças vieram com o dólar há quase R$ 5, as notícias sobre o coronavírus e a disputa entre a Rússia e a Arábia Saudita em relação ao Petróleo. 

Entretanto, o palestrante não vê uma reação negativa em relação ao coronavírus para o agronegócio brasileiro. “A China deve migrar para o consumo de carnes convencionais como bovinas e suínas”, comentou. Há possibilidade, ainda, da China proibir as carnes exóticas, como a de morcego, com medo de uma propagação ainda maior. Fava Neves apontou que os chineses que ficaram em casa, temendo pegar a doença, chegaram a consumir 40% mais alimentos. Outro fator foi a interrupção de produção da Cadeia de Produção com as restrições às exportações  de ração ocasionada pelo temor da propagação da enfermidade.

Além dos impactos do coronavírus, o engenheiro agrônomo colocou a necessidade de se observar outros quatro pontos que podem impactar o agronegócio brasileiro: a estiagem na segunda safra de milho; a peste suína africana na China “que ficou meio esquecida por conta da enfermidade”; a reaproximação entre a China e os Estados Unidos. Segundo Fava Neves, o Brasil ganhou muito com a briga comercial do presidente norte-americano Donald Trump com os chineses. “Vendemos muito para a China por conta dessa briga”. E, outro ponto é em relação ao andamento da agenda de reformas no Brasil, com a retomada o crescimento e seus impactos ao agro, ao câmbio e às crises criadas pelas comunicações desnecessárias.

Para os próximos dez anos

Conforme o palestrante, a agricultura gera hoje para o Brasil R$ 1 bilhão por dia, a estimativa é que em dez anos ela chegue a R$ 2 bi/dia.  A demanda de carnes deve aumentar no mundo. Para o agrônomo, o Brasil será o grande responsável pela produção de alimentos do mundo. “Hoje somo em 9 bilhões de pessoas, a produção agrícola na Ásia não tem mais como crescer. Hoje, a China consome por pessoa 4 Kg de carne bovina por ano, parece pouco, mas daqui 10 anos, esse consumo vai dobrar. A expectativa é um crescimento de 60%”, comentou.

Outra boa notícia para o produtor brasileiro é sobre a questão ambiental. Para acompanhar o crescimento do consumo e as demandas de exportação, o produtor rural brasileiro teria de aumentar sua área agricultável de 60 mil hectares para 85 mil hectares. “Temos 850 mil hectares de área no Brasil, desse total 85 mil seriam para produção, ou seja, apenas 10% do território. A Índia, por exemplo tem apenas 5,3% da sua área preservada, enquanto a França tem 12% e os Estados Unidos, 13,9%”, informou.

A palestra ocorrida durante a Tecnoagro 2020 será disponibilizada no site do palestrante www.doutoragro.com . Fava Neves também disponibilizou no site todas as suas publicações. Ele publica mensalmente as análises sobre o agronegócio.

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