Grupo Feitosa de Comunicação
 Redação: +55 (67) 3317-7890
Quinta, 21 de Setembro de 2017 | Desde 1980
BANNER TCE - 11 a 16/09
ASSOREAMENTO | Quarta, 10 de Agosto de 2016 - 13:14

Lago do Amor pode ‘sumir’ em 20 anos, alerta especialista

A afirmação é do professor doutor Teodorico Alves Sobrinho, que participou da audiência pública promovida pela Câmara Municipal
Por: Da redação
Entidades se reuniram ontem na Câmara para debater o assunto
Entidades se reuniram ontem na Câmara para debater o assunto / Divulgação

 Um dos principais cartões postais de Campo Grande, o Lago do Amor, dentro da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), poderá simplesmente desaparecer nos próximos 20 anos por causa do assoreamento. A afirmação é do professor doutor Teodorico Alves Sobrinho, da Faculdade de Engenharia, Arquitetura, Urbanismo e Geografia da Universidade, que participou, nessa terça-feira (9), de audiência pública promovida pela Câmara Municipal para debater o assoreamento do lago.
 
 “A vida útil do Lago hoje é estimada em 21 anos. Em 2037, não teremos mais o Lago do Amor se nada for feito”, simplificou o especialista. Segundo ele, o lago ‘ganhou’ 87 mil metros cúbicos de sedimentos desde 2002, quando a instituição passou a monitorar a situação. “Desde então, por mês, 600 metros cúbicos de sedimentos caem no lago. Ele vai acabar, não tem jeito”, diz, pessimista.
 
No início do ano, o MPE (Ministério Público Estadual) instaurou inquérito para apurar o assoreamento do local. Depois de passar por revitalização no ano de 2011, o lago já apresentava novamente problema de assoreamento em 2014. Atualmente, é possível perceber diversos bancos de areia, sinais claros de assoreamento no local.
 
O lago é formado por dois córregos: Ribeirão Cabaça e Bandeira. Este segundo, conforme o especialista, é o que apresenta um processo mais avançado de assoreamento. “O outro lado está estabilizado, devido às próprias características da bacia. Com interferência do homem, podemos agravar ou reduzir esse processo”, avisa.
 
Em 2002, o Lago do Amor possuía uma área de 11 hectares. Hoje, apenas oito. Houve também uma redução, nesses 14 anos, de um terço do volume da água. “A UFMS não produz sedimento. O sedimento é resultado de um processo erosivo que acontece fora do lago. A UFMS não tem culpa do processo que acontece hoje. A solução é um plano de urbanização para evitar que ocorra e erosão em ruas e lotes. A solução não está no lago, está além do lago. Não passa pela UFMS, mas em outras instâncias”, finalizou.
 
A reunião foi convocada pela Comissão Permanente de Indústria, Comércio, Agropecuária e Turismo da Câmara, composta pelos vereadores Alex do PT (presidente), Dr. Cury (Vice), Airton Saraiva, Paulo Siufi e Edil Albuquerque, e contou com a presença ainda de outros especialistas da UFMS. Segundo o presidente da Comissão, o Lago do Amor é um patrimônio da cidade e merece atenção das autoridades.
 
“Temos que cuidar dele, ou vai acontecer igual aconteceu no Rádio Clube, onde não temos mais uma lagoa. É uma situação que nos deixa tristes e chocados. Chamamos essa audiência para evitar que isso venha a ocorrer com o Lago do Amor. A Universidade não está omissa. Tem estudo, monitoramento, equipamentos avançados. A UFMS não virou as costas para o lago”, reconheceu.

Veja Também
Comentários
InfoImoveis
ShopCar