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TRÂNSITO NA ERNESTO GEISEL

Intervenções trarão mais segurança a pedestres e motoristas que passam pela Ernesto Geisel

Projeto prevê a recuperação da pista destruída pela erosão e reforço na sinalização de trânsito

15 Novembro 2017 - 09h00
A obra já foi licitada e a previsão da prefeitura é que tenha início ainda neste ano
A obra já foi licitada e a previsão da prefeitura é que tenha início ainda neste ano - Edemir Rodrigues

As obras de drenagem e recuperação das margens do rio Anhanduí irão levar mais segurança aos pedestres e motoristas que trafegam pela avenida Ernesto Geisel, na Capital. Já licitadas, elas estão em fase de recurso para posterior autorização da Caixa Econômica Federal (CEF) ao início dos trabalhos, o que está previsto ainda para este ano.

As intervenções tiveram recursos federais garantidos pela união de esforços entre Governo do Estado, Prefeitura e Câmara de Vereadores por meio do programa Juntos por Campo Grande. Elas irão colocar fim à erosão que avança sobre a via e já interditou uma das pistas.

A situação tem sido apontada como uma das principais causas de acidentes no local. “Um dia desses cheguei para trabalhar e tinha um carro lá dentro do córrego”, conta o mototaxista Gilsemar Gutierrez, de 43 anos, que trabalha em um ponto na avenida.

“A sinalização está escassa. Desde a curva [antes do shopping Norte Sul Plaza, no sentido bairro-centro] tem que sinalizar que a via está prejudicada. A visibilidade noturna dificulta mais ainda. Está tendo erosão, o asfalto deu uma baixada. Com a chuva vai descer mais carro lá para baixo”, comenta, apreensivo para o início das obras.

“Se um carro bate no outro caem os dois para dentro do córrego”, observa o aposentado Ramão Romeiro, de 65 anos, que montou um carrinho de caldo de cana no canteiro da avenida, no trecho próximo à avenida Salgado Filho. “Faz horas que está precisando fazer a obra, isso aí é perigoso”, pontua.

Além de afetar a segurança, a situação prejudica o bolso dos motoristas. “Já vi muita gente aqui chorando com o carro cheio de água. Quando enche o córrego e invade a pista, os carros estacionados aqui na frente chegam a boiar, erguidos do chão”, conta a dona de casa Noemia Barbosa, de 62 anos. Há 28 anos no bairro Cohafama, ela ressalta que a erosão nas margens do rio Anhanduí é um problema que se arrasta há tempos. “Com certeza precisa da obra”, afirma.

Projeto

Os três lotes de obras de manejo de águas pluviais do rio Anhanduí contam com contrapartida estadual de R$ 900 mil que integra o montante de recursos federais que chega a R$ 57,7 milhões. A obra já foi licitada e a previsão da prefeitura é que tenha início ainda neste ano. 

O projeto prevê a restauração das margens, construção de galerias pluviais, recuperação de áreas úmidas, reservatório de amortecimento de cheias, urbanização de caráter complementar e pavimentação em todo o Complexo Anhanduí, que inclui os córregos Cabaça e Areias. Após as intervenções para conter a erosão, serão feitos restauração da pista e recapeamento, construída uma ciclovia e melhorada a sinalização de trânsito.

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