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CHUVAS INTENSAS

Governo pode decretar situação de emergência nas cidades do sul de MS

As chuvas dos últimos dias provocaram em pelo menos 15 cidades da região e governo estadual estuda decretar situação de emergência, o que viabiliza recursos da União

26 novembro 2015 - 09h23DA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DA ASSESSORIA
Em Juti, homens trabalham na tubulação de água
Em Juti, homens trabalham na tubulação de água - Divulgação
HVM

A chuva provocou estragos em pelo menos 15 cidades no sul do Estado, de acordo com a Defesa Civil Estadual. Em Sete Quedas, só em novembro, já foram registrados 367 milímetros de precipitação. O valor, atualizado na quarta-feira, correspondia a 98% do limite histórico para o período, que era de 185,4 milímetros. O Governo do Estado não descarta a possibilidade de decretar situação de emergência nas cidades afetadas. 

Em situação também alarmante estão as cidades de Amambai, Juti e Itaquiraí, onde o volume de chuva está bem acima do esperado para o mês. Em Itaquiraí, a Defesa Civil já registrou 330 milímetros no acumulado de novembro. O número supera em 108,6% a precipitação máxima já historiada, que era de 158,4 milímetros. 

“Por enquanto, 15 cidades (Tacuru, Juti, Amambai, Coronel Sapucaia, Sete Quedas, Paranhos, Jateí, Iguatemi, Naviraí, Ivihema, Caarapó, Fátima do Sul, Mundo Novo, Dourados e Eldorado) foram atingidas, mas se a chuva continuar, outras áreas, como a região sudeste do Estado, poderão sofrer com a chuva”, disse o coordenador adjunto da Defesa Civil, tenente- coronel Adriano Rampazo. 

 Em reunião com representantes da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Defesa Civil, Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) e Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul),  o chefe da Casa Civil, secretário Sérgio de Paula, afirmou que o Governo do Estado dará todo suporte aos municípios, auxiliando no levantamento dos estragos. 

Havendo necessidade, o governo irá decretar situação de emergência nas cidades afetadas. Com essa determinação, os municípios, por intermédio do governo, poderão solicitar do Governo Federal recursos para reconstruir os pontos atingidos. 

“Vamos dar todo suporte necessário. A Agesul e também a Sanesul enviaram equipes que irão percorrer a região. A Assomasul foi instruída também a orientar municípios onde não há Defesa Civil para que o levantamento seja feito de forma correta”, explicou o secretário Sérgio. 

 

O prefeito de Tacuru, uma das cidades atingidas,  Paulo Pedro Rodrigues,  afirmou que vários pontos  estão totalmente destruídos, incluindo área rural e aldeias indígenas. 

“Muitas pontes foram destruídas, algumas parcialmente e outras totalmente arrasadas. Esse ano a chuva superou as expectativas. Nunca vi nada igual”, disse. 

As rodovias, MS-295, que liga Tacuru a Iguatemi, e a MS-160, entre Sete Quedas e Tacuru, também foram atingidas. Uma cratera foi aberta com a força da água no quilômetro 1 da MS-160  e no quilômetro 8 da  MS-295. “Uma casa também foi levada pela chuva e, além disso, o asfalto em vários pontos foi destruído”. 

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