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TRISTE LEMBRANÇA

França lembra atentados de janeiro de 2015 em supermercado

Em 9 de janeiro de 2015, quatro judeus foram mortos pelo jihadista Amédy Coulibaly, no supermercado Hyper Cacher

9 janeiro 2016 - 12h37Da redação, com informações da Agência Brasil
HVM

A França lembra hoje (9) o sábado sangrento no supermercado Hyper Cacher, onde quatro judeus foram mortos pelo jihadista Amédy Coulibaly em 9 de janeiro do ano passado. As mortes ocorreram após o assassinato de uma jovem policial municipal, que também foi homenageada.

O presidente francês, François Hollande, inaugurou no fim da manhã em Montrouge, perto de Paris, uma placa em memória de Clarissa Jean-Philippe, a policial de 26 anos, "assassinada neste lugar em 8 de janeiro de 2015, vítima do terrorismo e no desempenho de seu dever". Um coral de crianças cantou a Marselhesa, o hino francês, e foi feito um minuto de silêncio.

Na terça-feira (5), em Paris, foram feitas homenagens semelhantes às vítimas do jornal satírico Charlie Hebdo, ao polícia Ahmed Merabet e aos quatro judeus mortos no Hyper Cacher.

Os ataques em janeiro de 2015, que mudaram a França para uma nova era de ameaça jihadista, mataram 17 pessoas no total. A esses ataques seguiram-se outros ao longo de 2015, muitos abortados pelas autoridades. Em 13 de novembro, uma noite de ataques deixou 130 mortos em Paris.

Para defender a "harmonia do Islã" face, "ao risco de confusão e estigmatização", o Conselho Francês da Fé Muçulmana (CFCM), organismo representativo de mesquitas na França, organiza também neste fim de semana um "chá de irmandade ". Como parte da ação, centenas de mesquitas ficarão abertas à sociedade.

Atentados

Clarissa Jean-Philippe foi morta na rua, no rescaldo do ataque contra o Charlie Hebdo, quando foi chamada para atender a um acidente de trânsito comum e acabou assassinada por Amédy Coulibaly. No dia seguinte, em 9 de janeiro, Coulibaly tomou como reféns clientes e funcionários de um supermercado kosher (judaico) em Paris, matando quatro deles antes de ser morto pela polícia.

Mais ou menos ao mesmo tempo, os irmãos Kouachi, os assassinos no jornal Charlie Hebdo, foram mortos durante um ataque da polícia nos arredores da capital francesa, onde estavam escondidos após o terceiro dia dos assassinatos.

Um ato em homenagem a todas as vítimas de janeiro será feito no início da noite de hoje no supermercado kosher. Participarão representantes do Conselho Representativo das Instituições Judaicas da França (Crif), o primeiro-ministro, Manuel Valls, o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, e o líder do Conselho Francês da Fé Muçulmana (CFCM), Anwar Kbibech.

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