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Evento apresenta potencialidades do Paraguai

O evento da FIEMS reuniu especialistas de exportação, empresas e a delegação do Paraguai para debater a internacionalização, aumento do comércio e investimentos bilaterais.

8 dezembro 2015 - 16h30DA REDAÇÃO
Divulgação
HVM

A oferta de energia proveniente da usina binacional de Itaipu e a Lei de Maquila do Paraguai, que prevê empresas localizadas no país produzindo com insumos importados a preços baixos e mão de obra barata foram algumas das vantagens competitivas do Paraguai apresentadas durante o seminário “Internacionalizando sua Empresa para o Paraguai”, promovido nesta terça-feira (08/12), no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande (MS), pelo CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiems.
 
O evento, que reuniu especialistas de exportação, empresas e a delegação do Paraguai para debater a internacionalização, aumento do comércio e investimentos bilaterais, contou com as participações da Semade (Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico), Rediex (Rede de Inversiones y Exportaciones del Paraguay), CNI (Confederação Nacional da Indústria) e ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). 
 
Segundo o diretor de promoção de investimentos da Rediex, Carlos Paredes, o Paraguai é atualmente um grande produtor de alimentos para o mundo, um próspero centro de logística regional e tem uma economia estável, solvente, previsível e confiável.  “Queremos fortalecer empresas com processo produtivo de custo baixo, trocar a crise interna brasileira pelo equilíbrio econômico paraguaio. Hoje, o meu país é a China para o Brasil. Há uma diferença de até 200 dias entre uma manufatura feita na China em uma no Paraguai, que pode sair em 24 horas com a mesma qualidade”, afirmou.
 
Carlos Paredes falou ainda das vantagens competitivas que podem atrair investidores para o país vizinho, tais como uma mão de obra jovem e bastante abundante e um regime tributário simples e com os menores juros do mundo. “Além disso, a nossa perspectiva de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Paraguai deve chegar a 4,9% neste ano de 2015 e temos como previsão para 2016 de que esse crescimento alcance 6%”, garantiu o representante paraguaio.
 
Alternativa
 
Para a coordenadora do CIN da Fiems, Fernanda Barbeta, o seminário mostrou as potencialidades do mercado paraguaio para os empresários sul-mato-grossenses, além de apresentar o país vizinho como uma alternativa para se manter no mercado. “A proximidade de Mato Grosso do Sul com o Paraguai pode oferecer a possibilidade de produzir com barateamento de custos e, ao mesmo tempo, manter a empresa no Brasil, conseguindo sustentabilidade e competitividade”, pontuou, destacando os serviços oferecidos pela CIN da Fiems, como a promoção de negócios, inteligência comercial e emissão de documentos.
 
Já a gerente de serviços de internacionalização da unidade de comércio exterior da CNI, Sara Saldanha, falou sobre o processo de internacionalização das empresas, salientando que a iniciativa é um caminho porque gera desdobramentos em relação às informações de mercado. “Internacionalizar significa abrir a cabeça e sair da fronteira para entender o mundo. Internacionalizar também faz com que a empresa seja mais inovadora, pois, possivelmente, determinado produto requer adequação de embalagem, olhar para adequação do país ou mudar um processo interno. Todas essas são inovações incrementais e a internacionalização se coloca como um alavancador de inovação”, avaliou.
 
Ela comleta que a Rede CIN promove a internacionalização de empresas brasileiras por meio de serviços voltados para o aumento da sua competitividade. “O hub de serviços de apoio à internacionalização da Rede CIN abrange Inteligência comercial, promoção de negócios, programas de internacionalização, capacitações para empresas e apoio ao investidor com cadeias produtivas estratégicas”, enumerou.
 
Fomentar Fronteiras
 
O coordenador de incentivos fiscais e desenvolvimento econômico da Semade, Bruno Bastos, detalhou o Programa Fomentar Fronteiras e disse que o objetivo é incentivar o comércio atacadista na região de fronteira internacional do Estado, por meio de estabelecimento comercial atacadista e, excepcionalmente, através de estabelecimentos industriais mediante a concessão de benefícios fiscais. “O Programa abrange as operações de importação realizadas diretamente no Paraguai, produtos acabados nele comprovadamente industrializados com operações interestaduais com produtos subsequentes as de importação. Ponta Porã e Mundo Novo são dois municípios que já tem estabelecimento funcionando com o programa”, citou.
 
Dentre os benefícios fiscais está o diferimento do lançamento e pagamento do imposto incidente na operação de importação do Paraguai, além do crédito presumido de 70% do imposto incidente em relação a operação subsequente à da importação com os mesmos produtos. O coordenador de internacionalização da ApexBrasil, Denys Martins, apresentou o programa de internacionalização e disse que os principais eixos de atuação são a promoção de exportações, atração de investimentos e internacionalização de empresas.
 
“O objetivo é atender a mercados externos através de exportações, investir diretamente no exterior, por meio de instalação de representações comerciais ou unidades produtivas. O programa busca oferecer orientação estratégica, análise de mercado e gestão internacional. A gente trabalha muito o modelo de negócios, onde a empresa possui diferencial e vantagem competitiva, não só cadeia de valor”, afirmou Denys Martins.
 
Repercussão
 
A empresária Ana Matos, da Ana Matos Cosméticos, participou do seminário e destacou a importância de avaliar o investimento no país vizinho. Atualmente, a produção da empresa é realizada em São Paulo, mas a proximidade com o Paraguai, melhores custos tanto de produção e até o ICMS podem fazer com que a empresária decida por investir na construção de uma indústria em território paraguaio. “A inovação é a chave mestra da nossa empresa e temos foco na internacionalização. Nesse momento, nós avaliamos a estratégia de construção da empresa no Paraguai, prevendo uma filial”, falou.
 
O empresário Stefano Facchin, da Cold Line Indústria de Equipamentos Frigoríficos, também marcou presença no evento e disse que, com parte da produção no Paraguai, a indústria vai ampliar a abrangência para atingir outros mercados da América do Sul e América do Norte. “Nós estamos avaliando esse investimento levando em conta o custo da produção. A nossa principal matéria-prima vem da Itália e parte da finalização dos produtos podem ser feitos no Paraguai”, comentou.
 
A coordenadora do CIN da Fiems reforça que o “Seminário Internacionalizando sua Empresa para o Paraguai” também contará, nesta quarta-feira (09/11), das 8 às 11 horas e das 13h30 às 17 horas, no Edifício Casa da Indústria, com o agendamento de reuniões entre os representantes de empresas interessadas em investir no Paraguai e técnicos da REDIEX. As reuniões individuais têm vagas limitadas e quem tiver interesse deve entrar em contato pelo telefone (67) 3389-9255 ou pelo email [email protected]

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