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Curso de pães e salgados leva oportunidade a detentos de Paranaíba

Conforme dados da indústria alimentícia, a produção de pães e salgados pode ser muito lucrativa para quem atuar na área, com um rendimento médio três vezes superior ao custo de produção

16 abril 2018 - 14h30
No total, 12 internos foram qualificados, entre eles Marcelo Francisco de Oliveira Alves, que viu na qualificação uma nova oportunidade profissional
No total, 12 internos foram qualificados, entre eles Marcelo Francisco de Oliveira Alves, que viu na qualificação uma nova oportunidade profissional - Foto: Keila Oliveira

Reeducandos do Estabelecimento Penal de Paranaíba (EPPAr) tiveram a chance de conhecer uma nova profissão e garantir renda extra quando conquistarem a liberdade. Um curso oferecido dentro do presídio levou capacitação para fabricação de pães e salgados.

A qualificação profissional foi resultado de uma parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Sindicato Rural de Paranaíba e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).


Conforme dados da indústria alimentícia, a produção de pães e salgados pode ser muito lucrativa para quem atuar na área

Com carga horária de 24 horas, durante o curso, os alunos aprenderam, na prática, técnicas de produção de pães – caseiro e integral – rosca doce, cuca, fatias húngaras, cuecas viradas assadas e sonhos, além de como produzir salgados, como pão italiano, coxinha de mandioca, sopa paraguaia, empada, entre outros.

Conforme dados da indústria alimentícia, a produção de pães e salgados pode ser muito lucrativa para quem atuar na área, com um rendimento médio três vezes superior ao custo de produção. “Se o objetivo for a comercialização, a pessoa estará capacitada para oferecer um produto de qualidade aos clientes”, garantiu a instrutora do Senar, Karen Crystina de Oliveira Brito.

No total, 12 internos foram qualificados, entre eles Marcelo Francisco de Oliveira Alves, que viu na qualificação uma nova oportunidade profissional.  “Eu gostei muito do curso de panificação, é um aprendizado para nós, muito importante para nosso aperfeiçoamento”, disse, reforçando que representa uma chance também de conquistar um emprego digno quando deixar a prisão.

Para a agente penitenciária da área de Serviço Social do presídio, Grasiela Batista Brito, que participou da organização do curso, é evidente a relevância de iniciativas como esta. “No âmbito prisional, é necessário oferecer mecanismos realmente efetivos que possibilitem a transformação de vidas, e afaste essas pessoas da criminalidade, com uma profissão isso fica bem mais possível”, declarou.

Nesse sentido, segundo o diretor do EPPar, André Aparecido França, a capacitação profissional por meio de parcerias é um dos focos da unidade prisional no processo de ressocialização. “Procuramos colocar todos os detentos para realizar alguma prática aqui, pois assim eles preenchem seu tempo com afazeres diários de sua preferência”, frisou. “Já trocamos algumas ideias com estes parceiros para que novos cursos aconteçam aqui”, informou agradecendo às equipes do Sindicato Rural Senar pelo apoio.

Reeducandos do EPPAr tiveram a chance de conhecer uma nova profissão e garantir renda extra quando conquistarem a liberdade

Cursos de qualificação aos custodiados da Agepen são coordenados pela Diretoria de Assistência Penitenciária, por meio da Divisão de Educação. Somente no ano passado, conforme o diretor-presidente da instituição, Aud Chaves, mais de 1,1 mil custodiados foram capacitados em presídios de Mato Grosso do Sul.

 

João Bosco e Banda
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