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DIREITOS HUMANOS

Criado em 2016, comitê para atendimento de refugiados atende mais de 300 pessoas

MS abre diálogo com governo federal sobre refugiados venezuelanos

14 fevereiro 2018 - 17h05
Mas antes mesmo da criação do comitê, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast) já fazia o trabalho de acolhimento e atendimento a estrangeiros
Mas antes mesmo da criação do comitê, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast) já fazia o trabalho de acolhimento e atendimento a estrangeiros - Fotos: Ana Paula Oliveira, Sedhast

 Estado acolhedor, Mato Grosso do Sul recebe imigrantes de várias partes do mundo, alguns deles em situação de vulnerabilidade. Para dar assistência a essas pessoas, em 2016 foi instituído o Comitê para Atendimento de Refugiados, Migrantes e Apátridas (Cerma), sob coordenação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), do Governo do Estado.

Constituído por 17 membros, 12 governamentais e cinco de Organizações Não Governamentais (Ongs), o comitê já atendeu 320 pessoas, entre eles haitianos, indiano, colombianos, guineenses, palestinos, paraguaios, ugandenses, senegaleses, espanhol, uruguaios, alemão, peruano, argentino, bolivianos, cubanos, africanos, sírios, palestinos, venezuelanos, portugueses, chileno e panamenho. Entre os integrantes do comitê estão entidades como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Federal e instituições de ensino.

Mas antes mesmo da criação do comitê, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast) já fazia o trabalho de acolhimento e atendimento a estrangeiros. “Temos um trabalho de referência. Fizemos um trabalho muito grande com relação aos haitianos, em 2015. Muitos deles vieram a Mato Grosso do Sul para trabalhar no início da construção do Aquário do Pantanal. Recebemos de 2000 a 2500 haitianos, hoje são 1.200. Fornecemos alimentação, roupas, calçados, conseguimos intérpretes e fizemos encaminhamento de toda a documentação para eles permanecerem no país”, conta a secretária Elisa Nobre. De acordo com a titular da Sedhast, apenas outros quatro estados brasileiros possuem comitês como esse: Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Já o município de Brasília possui um conselho.

Recentemente, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, citou Mato Grosso do Sul como possível destino de venezuelanos que chegaram a Roraima e a Sedhast iniciou uma conversa com o Governo Federal sobre o assunto. “Não podemos ficar parados. Ainda não recebemos um comunicado oficial dessa necessidade de acolher os venezuelanos, mas já estamos em contato com Brasília. Mato Grosso do Sul não foi citado por acaso, mas pela excelência das suas ações”, afirma Elisa Nobre.

O Estado ainda não recebeu nenhum venezuelano por conta da crise política atual. O único caso relacionado à Venezuela é de um casal daquele país que pediu auxílio para encontrar a família no Rio Grande do Sul.

Elisa Nobre explica que o Governo Sul-mato-grossense está se preparando para prestar auxílio humanitário aos refugiados e amenizar o impacto para quem vem e para quem mora em Mato Grosso do Sul. Ela descartou qualquer possibilidade de o Estado “fechar” as fronteiras. “Precisamos entender que eles não vêm para roubar postos de trabalho, mas para somar. Ninguém gosta de deixar a sua casa. Eles vêm por necessidade. Precisamos nos preparar, gestores e cidadãos”, diz.

 

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