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Correios estimam perdas de R$ 150 milhões com greve dos caminhoneiros

14 junho 2018 - 18h01
Centro de Distribuição dos Correios - Elza Fiuza-Arquivo Agência Brasil/Elza Fiúza/Arquivo Agência Brasil
Centro de Distribuição dos Correios - Elza Fiuza-Arquivo Agência Brasil/Elza Fiúza/Arquivo Agência Brasil

Os Correios tiveram prejuízo de pelo menos R$ 150 milhões com a greve dos caminhoneiros – as perdas vão desde a contratação de serviços extras até o conserto de veículos danificados. Os cálculos oficiais ainda estão sendo feitos e serão divulgados no balanço final do mês de junho, mas as estimativas foram antecipadas nesta quinta-feira (14) pela empresa.

Correspondências e objetos deixaram de ser entregues por causa da greve (Arquivo/Agência Brasil)

Em resposta à Agência Brasil, a estatal informou que aproximadamente 1.000 carros e caminhões ficaram parados nas estradas durante o movimento. Protestando contra os aumentos sucessivos no preço do óleo diesel, os caminhoneiros de diversas partes do país paralisaram suas atividades, causando desabastecimento nas cidades e bloqueando algumas rodovias.

O valor de R$ 150 milhões estimado pela empresa representa pouco mais de 10% da receita mensal obtida pela empresa no ano passado, que foi de R$ 1,4 bilhão, em média. Segundo os Correios, os prejuízos foram causados por diferentes fatores, como, por exemplo, objetos que não foram entregues, o que levou à queda no número de postagens.

"Os Correios tiveram que implantar um plano de contingência que envolveu, entre outros fatores, a contratação de mão de obra terceirizada, e o pagamento de horas extras em razão de mutirões que foram realizados após o término do movimento. Também houve danos a veículos, gerando gastos com consertos", informou ainda a empresa.

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