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GERAL

Carnaval de rua troca 23 por Tiradentes

A 23 de Maio, que chegou a reunir 2,6 milhões de foliões este ano, segundo cálculos da Prefeitura, foi excluída após recomendação do Ministério Público Estadual

8 dezembro 2018 - 07h20

O carnaval de rua de São Paulo vai ganhar dois novos corredores em 2019 para receber os blocos. Com a Avenida 23 de Maio, na zona sul, fora da programação, as Avenidas Marquês de São Vicente, zona oeste, e Tiradentes, no centro, serão usadas. O bloco da cantora Claudia Leitte, por exemplo, vai desfilar pela Tiradentes. A programação ainda não foi fechada, mas outras agremiações devem ir para o Ibirapuera, zona sul, e a Consolação, região central.

"O carnaval será mais descentralizado em 2019, e isso vai permitir que ele cresça", disse o secretário das Subprefeituras, Alexandre Modonesi. Balanço da pasta aponta que o total de desfiles pode saltar de 459 este ano, para 737 em 2019 - alta de 60,5%. Ao todo, serão 323 trajetos espalhados pela capital, que receberá 645 blocos.

A 23 de Maio, que chegou a reunir 2,6 milhões de foliões este ano, segundo cálculos da Prefeitura, foi excluída após recomendação do Ministério Público Estadual, ressaltando que ali não havia rotas de fuga.

Outra novidade é que em 2019 não vai mais haver palcos fixos. Na edição deste ano foram quatro: Itaquera, Pirituba, Largo da Batata e Anhangabaú. "O carnaval de rua de São Paulo é de bloco. Os palcos foram pensados para o momento da dispersão, o que não aconteceu. O recurso será mais bem utilizado para melhorar a infraestrutura e segurança", disse Modonesi.

Na folia de 2019, patrocinadores também ficarão proibidos de fazer a chamada "ativação de marca", como o chuveiro de glitter, a roda-gigante e a montanha-russa que foram usadas nos últimos dois anos. A Prefeitura está realizando leilão para escolher o patrocinador do carnaval de rua. A consulta pública foi aberta na quarta-feira e o lance inicial é de R$ 19,5 milhões.

No ano passado, os patrocinadores investiram R$ 15 milhões em logística infraestrutura e segurança. Esse valor foi o triplo de 2016. O carnaval do ano que vem receberá o maior apoio de todos os tempos. A expectativa é de que o nome do patrocinador seja definido até o início de janeiro. "O fato de São Paulo estar se tornando o maior carnaval do Brasil possibilita que se tenha um maior patrocínio para a cidade", disse o secretário.

Fomento

O patrocinador terá de pagar toda a infraestrutura: banheiros, grades, apoio a trânsito, indicação de faixas e banners. Uma parte desse patrocínio - R$ 1 milhão - será usada para fomentar blocos comunitários na periferia da cidade. Cerca de 130 agremiações já se inscreveram nessa categoria e receberão recursos. "O maior impeditivo para esses blocos era não poder pagar carro de som e ambulância", disse Modonesi.

Essa modalidade, aliás, poderá receber até 15 mil foliões e os desfiles só poderão ocorrer nos dias de carnaval, nem antes nem depois. A programação geral se estenderá de 23 de fevereiro a 10 de março e a estimativa é de reunir 5 milhões de foliões. Das 32 subprefeituras, 29 terão percursos carnavalescos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Rubeola
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