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Brasil é excluído de consórcio de astronomia

Segundo o Conselho, o ESO seguirá aberto para acolher o Brasil a "qualquer momento"

13 março 2018 - 07h29
O valor do acordo era de 270 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão), que deveriam ser pagos até 2021
O valor do acordo era de 270 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão), que deveriam ser pagos até 2021 - Reprodução

O Observatório Europeu do Sul (ESO), maior consórcio de pesquisa astronômica do mundo, se cansou de esperar pelo Brasil. Sete anos após assinar acordo para admitir o País como primeiro membro não europeu, o Conselho do ESO rescindiu o contrato com o governo brasileiro - que nunca pagou nem ratificou o acordo.

Segundo o Conselho, o ESO seguirá aberto para acolher o Brasil a "qualquer momento". O valor do acordo era de 270 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão), que deveriam ser pagos até 2021. O ESO, nesse período, tratou o País como membro interino. Projetos de astrônomos brasileiros eram avaliados como se o Brasil fosse membro, o que dá vantagens competitivas.

Agora, com a rescisão do contrato, cientistas brasileiros que quiserem usar os observatórios do ESO terão de concorrer como representantes de um país não membro, com critérios muito mais rígidos de seleção.

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações disse defender a participação do País no ESO e fazer "gestões junto ao governo federal" pela adesão. 

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