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JOGOS

Bolsonaro poderia avançar com cassinos

O presidente se encontrou com diversos políticos defensores da liberação dos jogos de cassino

2 dezembro 2019 - 13h30Da Redação
Segundo a Revista Fórum, Bolsonaro se reuniu com Cláudio Cajado (PP-BA), Elmar Nascimento e Paulo Pereira da Silva
Segundo a Revista Fórum, Bolsonaro se reuniu com Cláudio Cajado (PP-BA), Elmar Nascimento e Paulo Pereira da Silva - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A notícia foi avançada pelo Estado de São Paulo e replicada em outras mídias, como a Revista Fórum. O presidente Jair Bolsonaro se encontrou com diversos políticos defensores da liberação dos jogos de cassino. As reuniões seriam o sinal de que uma mudança histórica na legislação brasileira sobre a atividade das empresas de jogos de fortuna pode estar chegando.

A iniciativa promete ser bastante polêmica, e principalmente por ser de caráter inesperado. O presidente foi eleito com uma base social conservadora e se esperaria que ele fosse o último a aprovar algo que vai totalmente contra os princípios políticos e morais de seu eleitorado. Ele próprio falou, em um vídeo durante sua campanha, que a hipótese estava fora de questão. Mas tem mais para saber sobre esse tema.

Segundo a Revista Fórum, Bolsonaro se reuniu com Cláudio Cajado (PP-BA), Elmar Nascimento e Paulo Pereira da Silva.

“Cassino resort”

A liberação que Bolsonaro poderia estar preparando não seria uma legalização geral, mas sim um modelo limitado, tendo como objetivo o desenvolvimento do setor do turismo. O PL 186/2014, que foi discutido durante vários anos, previa isso mesmo. Nesse sistema, cada estado teria entre um e três cassinos, dependendo de seu número de habitantes. Não são pequenas salas de jogo, mas grandes infraestruturas de diversão, contendo hotéis, restaurantes, salas de espetáculos e mais.

Esse é o objetivo de grandes investidores nacionais e estrangeiros. O mais conhecido será Sheldon Adelson, o grande magnata de cassinos de Las Vegas, que já esteve no Rio de Janeiro por mais que uma vez. O prefeito conservador Marcelo Crivella já deixou de esconder seu jogo, e vem falando abertamente que o Rio precisa do cassino que Adelson quer construir, “contra a miséria e o desemprego”.

A questão moral

Para a bancada evangélica e outros grupos de pressão, como o “Brasil Sem Azar”, esses argumentos não são válidos. O website do Brasil Sem Azar explicava até que a liberação de salas de cassino seria negativa para o turismo, pois os visitantes iriam gastar o dinheiro nas bancas e nos caça-níqueis em vez de hotéis e restaurantes.

Mas o fato é que não é essa a opinião do próprio setor turístico. Por todo o mundo, hotéis, restaurantes e outras atividades que vivem das visitas pedem que existam cassinos, de forma regulada e ordenada, por perto. O objetivo é que possam atrair turistas.

No mais, e ainda segundo a Revista Fórum, a bancada evangélica estaria disposta a ouvir e a dialogar com Crivella, pois não duvida de suas credenciais enquanto defensor dos valores religiosos.

Bolsonaro tinha deixado uma porta aberta

E o próprio presidente já tinha falado que havia uma possibilidade de “jogar para cada estado decidir”. Durante a campanha eleitoral, em uma reunião com empresários do Rio de Janeiro, o candidato Bolsonaro havia falado de forma mais aberta que em seu famoso vídeo: ele é “contra, mas vamos ver qual a melhor saída”, e que o importante seria evitar que um orçamento familiar para comprar pão fosse gasto em caça-níquel.

Assim, é bem possível que vejamos novos desenvolvimentos sobre essa matéria nos próximos tempos.

TJ MS Novembro