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Após punição, Putin descarta possibilidade de boicote russo aos Jogos de Inverno

Putin também disse que a Rússia não aceita as acusações de que possuiu um esquema de doping apoiado pelo governo na Olimpíada de Sochi.

6 Dezembro 2017 - 13h56
Eu gostaria de falar a todos os atletas russos que estão se preparando para a Olimpíada em Pyeongchang para que não se sintam decepcionados e, definitivamente, não façam nenhuma estupidez como um boicote. É claro que não vale a pena, disse Isinbayeva à
"Eu gostaria de falar a todos os atletas russos que estão se preparando para a Olimpíada em Pyeongchang para que não se sintam decepcionados e, definitivamente, não façam nenhuma estupidez como um boicote. É claro que não vale a pena", disse Isinbayeva à - Divulgação

O presidente russo, Vladimir Putin, não vai boicotar a Olimpíada de Inverno de Pyeongchang. Ele assegurou nesta quarta-feira que o seu governo vai permitir que russos participem como atletas neutros no evento no próximo ano na Coreia do Sul.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) proibiu a participação da equipe russa nos Jogos como punição por violações de doping na Olimpíada de Inverno de 2014 em Sochi. O COI, no entanto, planeja convidar russos para competir sob a bandeira olímpica.

"Sem dúvida, não declararemos nenhum tipo de bloqueio", disse Putin, após o lançamento da sua campanha de reeleição. "Não vamos impedir que nossos atletas olímpicos participem, se algum deles desejar participar individualmente. Eles estão se preparando para essas competições por todas as suas carreiras, e para eles é muito importante", acrescentou.

Um boicote russo poderia ser o maior da história olímpica desde o da União Soviética e seus aliados aos Jogos de 1984 em Los Angeles. Isso foi uma resposta ao boicote liderado pelos Estados Unidos aos Jogos de Moscou, quatro anos antes.

Putin também disse que a Rússia não aceita as acusações de que possuiu um esquema de doping apoiado pelo governo na Olimpíada de Sochi. Ele afirmou que a decisão do COI foi "politicamente motivada" e a classificou como uma "injusta punição coletiva".

Uma comissão do COI presidida pelo ex-presidente suíço Samuel Schmid apontou na última terça-feira a existência do esquema de doping, mas disse que não encontrou nenhuma evidência de que "a mais alta autoridade do estado" sabia. No entanto, afirmou sobre Yuri Nagornykh, o vice-ministro dos esportes na época dos Jogos de Sochi, que "era impossível concluir que ele não estava ciente do encobrimento de doping".

Atletas russos, treinadores e políticos se alinharam para condenar a decisão do COI, mas a maioria afirmou que é melhor aceitá-la e competir. Foi o que defendeu Yelena Isinbayeva, dona de duas medalhas de ouro olímpicas no salto com vara, que declarou ser contra um boicote.

"Eu gostaria de falar a todos os atletas russos que estão se preparando para a Olimpíada em Pyeongchang para que não se sintam decepcionados e, definitivamente, não façam nenhuma estupidez como um boicote. É claro que não vale a pena", disse Isinbayeva à TV estatal russa.

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