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MÚSICA

Elza Soares fala sobre novo disco, da perda do filho e também sobre racismo

A cantora deu entrevista para a edição de dezmebro/2015 da Revista Sexy. Ela fala abertamente sobre assuntos polêmicos e a expectativa com o novo trabalho.

3 dezembro 2015 - 12h43Da redação com informações da assessoria
“Estou muito otimista porque é um disco de inéditas e os arranjos são muito modernos. A música tem sido minha terapia. Elza Soares.
“Estou muito otimista porque é um disco de inéditas e os arranjos são muito modernos. A música tem sido minha terapia." Elza Soares. - Assessoria
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Na edição de dezembro de 2015 da Revista Sexy, a entrevista foi a cantora Elza Soares que falou da sua felicidade com o lançamento de seu novo disco, relatou como está superando a recente perda de seu filho, afirmou que se sente subestimada e falou abertamente sobre racismo.

Começando a conversa Elza Soares falou sobre a expectativa do novo disco. “Estou muito otimista porque é um disco de inéditas. Os arranjos são muito modernos. A gente não pode ficar no mesmo lugar, né? A música é tão grande, é tão volumosa, que você não alcança nunca. Eu quero buscar, eu vou longe, eu quero saber onde que tá. Isso tem me prejudicado um bocadinho também, sabe…”, comentou.

Quando o assunto foi a morte do filho, ela se emocionou. “Estou ainda me segurando muito, porque tem dois meses que perdi um filho (Gilson Soares morreu com 59 anos). Estou ainda suspirando bastante forte, dói muito. Mas não pude fazer nada. A música tem sido minha terapia. E eu também tive a ajuda de uma amiga muito, muito querida, a Tânia Alves (cantora e atriz), dona do spa Maria Bonita. Eu fui pra lá pra me recompor. Pra me achar, porque eu não sabia onde estava pisando.”.

Falando em racismo, Elza contou desde quando começou a perceber essa questão. “Desde criança. A minha mãe era lavadeira e não podia entrar pela porta principal do prédio. Ela só usava o elevador dos fundos. Até que um dia um porteiro, por maldade, falou com minha mãe que ela podia entrar no prédio. Mas ele não nos avisou que o elevador de serviço estava escangalhado. Minha mãe caiu no fosso. Eu gritei muito, fiquei desesperada, fiquei feito louca pra que tirassem minha mãe de lá. Quando tiraram, ela estava toda arranhada e ele disse: “Vai ter que ser esse elevador, vocês não podem usar o outro. Aquele é o elevador principal”. Ali, eu já comecei a sentir que tinha alguma coisa estranha. Não sabia que era racismo, lógico, mas já senti algo estranho.”, encerrou.

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