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MÚSICA

DJ campo-grandense é indicada para a lista de “100 melhores DJ’s mulheres do mundo”

Nathalia Albuquerque vem fazendo bonito e tendo o merecido reconhecimento fora do País

16 março 2019 - 08h49Carlos Ferreira
A DJ que não precisou de curso e aprendeu a profissão na prática, é enfática ao dizer que a profissão a escolheu, e que entre uma batida e outra garante estar feliz com a sua função e viver 100% da área em que atua
A DJ que não precisou de curso e aprendeu a profissão na prática, é enfática ao dizer que a profissão a escolheu, e que entre uma batida e outra garante estar feliz com a sua função e viver 100% da área em que atua - Foto: Divulgação

Em grande parte das festas ou locais de entretenimento para o público, a presença de música é indispensável. Para isso, muitas vezes as comemorações contam com a presença de um ‘disco-jóquei’, mais conhecido como DJ, termo que nasceu nos Estados Unidos na década de 50 e que é usado até os dias de hoje. O profissional é capaz de mixar canções ao vivo, trazendo muitas vezes a sua personalidade para as pick ups, baseada sempre no seu público e selecionando as musicam ideais para cada ambiente.

Em Mato Grosso do Sul, existem alguns profissionais que vem fazendo sucesso nos eventos, mas uma mulher se destaca pelas suas características. Estamos falando da campo-grandense Nathalia Albuquerque, que com o seu talento vem fazendo bonito e tendo o merecido reconhecimento fora do País. Recentemente a profissional entrou na lista de indicadas para ficar entre as “100 melhores DJ’s mulheres do mundo” em um site relacionado ao assunto.

Segundo ela, foi difícil de acreditar em primeiro instante que estaria concorrendo a uma vaga na lista que tem a sua principal inspiração no ramo, a famosa DJ paulistana Marina Diniz.

“Acompanho todo ano a votação desse ‘Top 100’ que eles fazem, e sempre vejo várias profissionais que admiro, mas não imaginei que meu nome apareceria ali assim, tão rápido. Levei o maior susto! Só de estar entre as outras mulheres, já é uma grande vitória. Se eu ficar entre as 100, então”, diz.

Nathalia garante que a paixão pela profissão é desde muito cedo, mas que se tornou DJ profissional em 2013. “Desde novinha eu gostava de música eletrônica. Com 16 anos tive o meu primeiro contato com as pick ups, onde aprendi a tocar na casa de um amigo. E anos depois trabalhei com marketing e como hostess em casas noturnas, e por causa do ambiente eu ‘respirava’ música eletrônica. Diante de todo esse tempo, posso dizer que a aprendi a tocar há uns 13 anos”, diz.

A DJ que não precisou de curso e aprendeu a profissão na prática, é enfática ao dizer que a profissão a escolheu, e que entre uma batida e outra garante estar feliz com a sua função e viver 100% da área em que atua. Atualmente no Brasil, existem algumas escolas que oferecem o curso para se tornar DJ, com valor variável entre R$ 745,00 a R$ 1.770,00.

Com muitas vertentes, vários DJ’s apostam em determinados estilos para deixar a sua marca em suas mixagens nos eventos. Nathalia opta pela versatilidade. Segundo ela, a principal ferramenta é se adaptar aos diversos tipos de festa e público, transitando entre o rock, músicas brasileiras e as mais atuais, tudo estrategicamente pensando para deixar uma pista “pegando fogo”. Mas a DJ não esconde a sua principal influência: a disco music. Nathalia traz as músicas com batidas envolventes, atuais e dançantes, trazendo uma nostalgia e vontade de dançar para quem está presente.

A campo-grandense ressalta que ser DJ é “fácil”, o difícil é ter a sensibilidade de saber o que tocar e em que momento tocar. “Eu gosto de analisar o público que está ali, perceber qual a faixa etária… Tudo isso vai influenciar na escolha das músicas que vou tocar. A música é o coração da festa, é preciso além do bom gosto musical, é necessário que o volume do som esteja bom, a batida não ser agressiva e a música não incomodar (em casos de eventos sociais, onde não tem pista de dança), mas sim animar e despertar alegria”, afirma.

Mas em um universo que tem muitos homens e poucas mulheres, Nathalia conta que percebe o espanto das pessoas quando fala de sua profissão. “Ainda tem muita gente que se espanta quando vê a minha profissão, principalmente em nosso Estado que existem poucas mulheres, mas penso que estamos conquistando cada vez mais o nosso espaço”, explica a DJ que complementa informando nunca ter passado por algum tipo de assédio, sempre sendo muito respeitada. Para ela, o preconceito, muitas vezes não é pelo fato de ser mulher, mas por ser DJ. “Infelizmente acontece muito de algumas pessoas perguntarem o que faço fora de um evento, e eu respondo que sou DJ, e a pessoa reforça a pergunta: ‘mas você trabalha? ’. As pessoas não imaginam o que tem por trás de um trabalho de DJ. Não levam a sério, acham que é brincadeira. Para alguns pode até ser, mas no meu caso é minha profissão”, desabafa.

FUTURO

Engana-se quem pensa que a aquariana de 29 anos, quer parar por aí. Ela quer mais. Nathalia pensa em conquistar o mundo, se profissionalizar cada vez mais, estudando e produzindo músicas. “Quero ir muito além de onde meus olhos possam ver. Levar um pouquinho da minha sensibilidade e da música que toco, pra cada canto do mundo… Tocar muito mais que um equipamento, mas sim o coração das pessoas, porque a música tem a capacidade de emocionar e mudar a vibração de qualquer ambiente”, finaliza a DJ.

Confira as redes sociais de Nathalia Albuquerque:

Instagram: @djnathaliaalbuquerque
SoundCloud: www.soundcloud.com/nathalia-albuquerque

 

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