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GERAL

Arnaldo Cohen comemora 70 anos com concerto no Municipal do Rio

Para o pianista, o concerto significará um encontro com o público que o acarinhou durante todos esses anos

8 dezembro 2018 - 06h10
O pianista brasileiro Arnaldo Cohen
O pianista brasileiro Arnaldo Cohen - Divulgação

O pianista brasileiro Arnaldo Cohen volta a se apresentar neste sábado (8), às 19h30, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, acompanhado pela Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. O concerto marca os 70 anos de vida de Arnaldo Cohen e os dez anos da Filarmônica de Minas Gerais.

Para o pianista, o concerto significará um encontro com o público que o acarinhou durante todos esses anos. “Vamos brindar com a música”, anunciou. Cohen lembra que começou a carreira tocando no local, que conhece desde a infância.

“O Municipal é minha casa há muitos anos. Sinto-me como o filho que à casa torna. Foi nesse lindo teatro que tive grandes emoções, sobretudo no início de minha carreira. Ainda menino, ia com meu pai aos concertos de assinatura da Orquestra Sinfônica Brasileira. Sentávamos sempre na terceira fileira e a distância entre a plateia e o palco era pequena. Ao mesmo tempo, sabia que esses poucos metros que nos separavam exigiriam anos e milhares de horas de estudo. Era somente um sonho, que acabou se tornando realidade”, revelou.

Ao chegar aos 70 anos, Arnaldo Cohen disse ficar feliz por celebrar a vida através da música e em companhia da Filarmônica de Minas Gerais, que atuará sob a regência do maestro Fabio Mechetti, primeiro brasileiro convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado regente principal da Filarmônica da Malásia

“Minha relação com a filarmônica data do seu nascimento, há dez anos. Nessa ocasião, tive a honra ser o primeiro pianista a tocar com essa excelente orquestra”, contou.

Encontro com o público

Aluno da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que está comemorando 170 anos de existência em 2018, Cohen disse ver atualmente a música e, por extensão, a arte, como uma linguagem emocional. “A técnica, na minha juventude, parecia ter um peso maior. Hoje, eu a vejo como simples ferramenta para expressar a essência da música. Afinal, música é vida”.

Destacou que deve a base da sua formação musical à Escola de Música da UFRJ. “E sou grato por isso. Eu a frequentei durante 13 anos, dos 7 aos 20 anos de idade, onde concluí os cursos de graduação de piano e violino. Tempos bons aqueles...”, recordou.

Estudo e sorte

Para os músicos em início de carreira que almejam se tornar uma referência internacional como ele, Cohen alertou que o sucesso depende se o objetivo é somente ser um bom músico ou se diz respeito ao desenvolvimento de uma carreira profissional.

“Com a tão decantada globalização, facilidade nas comunicações, internet e youtubes da vida, você viaja para onde quiser, ouve o que quiser, sem sair do seu quarto. Teoricamente, com talento, seriedade nos estudos e um bom professor, qualquer um pode se tornar um bom músico. Mas se, além disso, o objetivo for a conquista de um mercado de trabalho, a experiência no exterior, se for possível, pode ser muito importante”.

Arnaldo Cohen lembrou o grande pianista Arthur Rubinstein, para quem o futuro dos alunos iniciantes dependeria, principalmente de “sorte, sorte e sorte”. Destacou que, ele próprio, ao contrário, diria: “estudo, estudo e estudo”. E completa: “Mas estudo correto. E depois, sorte, sorte e sorte”, concluiu.

Programa

O programa inclui o Concerto para piano nº 3 em dó menor, op. 37, de Beethoven; a obra Fausto: Música de balé, em homenagem ao compositor francês Charles Gounod; e a peça Quadros de uma Exposição, de Mussorgsky, com orquestração de Francisco Mignone. Os ingressos já estão à venda pelo site da Filarmônica ou na bilheteria do Municipal, com preços que vão desde R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada) nas galerias central e laterais, até R$ 96 e R$ 48, nas frisas e camarotes, plateia e balcão nobre. Nos balcões superior central e laterais, os ingressos têm valores de R$ 50 e R$ 25.

Há acesso para cadeirantes na entrada lateral do teatro, localizada na Avenida Rio Branco.

Rubeola
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