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DIA MUNDIAL DO RÁDIO

Apesar das novas tecnologias, o rádio continua sendo ouvido por mais da metade da população

Na pesquisa, 86% das pessoas entrevistadas em 13 regiões metropolitanas do Brasil, escutam rádio

13 fevereiro 2019 - 09h23Carlos Ferreira
Na mesma pesquisa, foi informado que 78% das pessoas consideram o rádio um meio de veículo muito confiável
Na mesma pesquisa, foi informado que 78% das pessoas consideram o rádio um meio de veículo muito confiável - Foto: Ilustração

Hoje é o dia mundial do rádio. O meio de comunicação que tem 95 anos de fundação no Brasil passou por varias mudanças desde a sua criação, e hoje se consolidou pela sua praticidade e informalidade para os seus ouvintes.

No Brasil, Edgard Roquette-Pinto, considerado o pai da radiodifusão no País, enxergava no rádio uma possibilidade de ser o meio de comunicação capaz de transmitir conteúdos culturais e educativos para a população, não hesitando em investir em pesquisas para implantá-lo de vez no Brasil.

Edgard Roquette-Pinto, considerado o pai da radiodifusão no País

Foi quando no dia 20 de abril de 1923, os pesquisadores Henrique Morize e outros membros da Academia Brasileira de Ciências em companhia com Roquette-Pinto, fundaram a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a primeira emissora de rádio oficial do país.

Em meio a boatos de queda de audiência, serviços de streamings e um público bem informatizado, o rádio continua firme e com seu público fidelizado. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Kantar Ibope no ano passado, mais da metade da população escutam rádio no País. Na pesquisa, 86% das pessoas entrevistadas em 13 regiões metropolitanas do Brasil, escutam rádio. Na mesma pesquisa, foi informado que 78% das pessoas consideram o rádio um meio de veículo muito confiável.

Atualmente o Mato Grosso do Sul tem 109 emissoras de rádio concessionadas pela Anatel. Só em Campo Grande são 14 emissoras de rádio com concessões e sede própria na Capital, que levam ao público uma programação diversificada e para todos os públicos. Segundo a pesquisa, os ouvintes escutam um pouco mais de quatro horas diária de rádio, sendo três a cada cinco pessoas ouvintes todos os dias.

A forma de ouvir rádio online também teve um crescimento. O País marcou um tempo médio diário de duas horas por dia, o que não é de se espantar, pois além de existir rádio específica para ouvir online, grande parte das rádios hoje adaptaram e fornecem a sua programação ao vivo para os ouvintes que preferem ouvir no trabalho ou fazendo outras atividades. Mas de acordo com a pesquisa, existe uma mudança de público que escuta rádio pela web. A maior concentração é nas classes AB, na faixa-etária mais jovem.

A média de jovens escutando rádio é maior que o público mais velho. Enquanto 86% escutam o meio, a média entre os mais jovens é maior do que entre os mais velhos.

No carro e em casa

Luiz Carlos, micro empresário de 56 anos, garante escutar radio todos os dias. “Gosto de escutar pela manhã quando saio de carro ou então em casa na hora do almoço para ouvir as notícias.”

O hábito de Luiz é semelhante com de outras pessoas. De acordo com a pesquisa, 71% das pessoas escutam rádio em casa e 21% escutam no carro, com um consumo variado. O pico de ouvintes em casa acontece no período da manhã, enquanto consumo do trabalho predomina durante a manhã e à tarde, diminuindo no horário do almoço e ao final do expediente de trabalho.

Mesmo após 95 anos de lançamento no Brasil, o rádio comprova em seu dia mundial que mesmo com as novas implantações no mercado tecnológico, se tornou um dos meios de comunicação mais populares do mundo, indo ao contrário do que se previa e consolidando o seu publico ouvinte.