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ECONOMIA

Confira entrevista com o sócio da maior plataforma de investimentos do Brasil

Guilherme Benchimol criou a XP, em 2001

11 agosto 2018 - 07h07

Em 2001, Guilherme Benchimol, criou a XP Investimentos em Porto Alegre, após adquirir um lote de computadores que pertenciam a uma lan house. Agora, aos 42 anos, o principal sócio da maior plataforma de investimentos do Brasil diz que pretende continuar a atrair gerentes (e clientes) dos bancos para o seu negócio, apesar de ter o Itaú como um parceiro relevante a partir de agora, graças à aprovação do Banco Central ao negócio. Leia os principais trechos da entrevista:

Qual é o impacto da entrada do Itaú para a XP?
A forma como a operação foi aprovada não mudou a essência inicial, que é a XP seguir independente e nós, como controladores. Nosso crescimento é orgânico (e não por aquisições, que foram restringidas pelo BC). No imaginário das pessoas, o gerente do banco é um especialista - só que ele não tem condições de trabalho que permitam que o encantamento (do cliente) aconteça. Desde o início, a nossa empresa teve o propósito de ajudar o brasileiro a investir melhor o seu dinheiro. Numa estrutura como a nossa, os gerentes passam a gerir um negócio e a oferecer atendimento de alta qualidade e a ganhar dinheiro com isso. Queremos mostrar que, para pensar em dinheiro no Brasil, não tem de se pensar no gerente do banco. Nem no banco.

Mas, com o Itaú como sócio, essa estratégia da XP não é contraditória?
Sem dúvida, ao ter o Itaú como sócio, talvez pessoas fiquem com a sensação de que estamos nos unindo ao que sempre lutamos contra. Que deveríamos ter sido heróis e aberto o capital da companhia, seguindo carreira solo. Mas foi mais inteligente ter um banco que admiro ao nosso lado. Não teremos a pressão do mercado por resultado de curto prazo, para apresentar lucro e melhorar margem, comprometendo nosso objetivo. O que eu busco é a credibilidade.

A XP, que sempre se apresentou como independente, precisa da credibilidade de um grande banco?
Sem dúvida, quero a credibilidade. Quando a maior e mais respeitada instituição financeira da América Latina se transforma em nosso sócio minoritário, sem qualquer interferência na empresa, e o BC deixa isso evidenciado no contrato, recebo essa credibilidade. Tenho o Itaú como acionista, colocando dinheiro aqui, sem qualquer interferência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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