18 de Fevereiro de 2018 Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
CAMPANHA Águas Guariroba - Banner - Campanha Águas Faz Mais - JAN
ECONOMIA

Seguiremos na cooperação com sauditas em energia nuclear, diz Rússia

Falih, por sua vez, disse não estar preocupado com a produção americana

14 Fevereiro 2018 - 11h35
A declaração foi dada durante entrevista coletiva, após Novak se reunir com o rei saudita, Salman, para discutir a cooperação em energia nuclear, renováveis e outras tecnologias no setor
A declaração foi dada durante entrevista coletiva, após Novak se reunir com o rei saudita, Salman, para discutir a cooperação em energia nuclear, renováveis e outras tecnologias no setor - Foto: Heinz-Peter Bader / Reuters

O ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, afirmou nesta quarta-feira que seguirá adiante na cooperação com a Arábia Saudita na questão da energia nuclear. A declaração foi dada durante entrevista coletiva, após Novak se reunir com o rei saudita, Salman, para discutir a cooperação em energia nuclear, renováveis e outras tecnologias no setor. Uma companhia russa, a Rosatom, entregou uma proposta para construir um reator nuclear em território saudita.

Na mesma entrevista coletiva em Riad, o ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih, afirmou que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode ter de "equilibrar um pouco em excesso o mercado" de petróleo, a fim de garantir o equilíbrio entre oferta e demanda. Há uma preocupação no mercado com a crescente produção dos EUA.

Al-Falih descartou a ideia de criar uma chamada estratégia de saída do acordo de corte na produção liderado pela Opep. Ele disse que o cartel e dez aliados, entre eles a Rússia, continuarão na rota traçada no ano passado para cortar a produção em 1,8 milhão de barris por dia. Segundo Novak, é melhor pecar por excesso de zelo para garantir o equilíbrio no mercado.

Falih, por sua vez, disse não estar preocupado com a produção americana. "É preciso olhar isso a partir de uma perspectiva mais ampla", argumentou, apontando que os níveis de estoque da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) têm diminuído, um sinal de que se caminha para um equilíbrio. "O que me importa é que os estoques estão indo nas direções corretas e a oferta está indo na direção certa", comentou.

Novak afirmou que a Rússia está comprometida com o acordo para conter a produção. "Nós só podemos pensar em uma saída quando o equilíbrio do mercado for atingido", comentou. 

SEGOV CORTESIA
TJ MS - CORTESIA