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ECONOMIA

Reabastecimento ainda levará duas semanas para ser normalizado, diz GPA

13 junho 2018 - 17h10

O presidente do Grupo Pão de Açúcar (GPA), Peter Estermann, considera que o reabastecimento de produtos nas lojas ainda não está completo após a paralisação de caminhoneiros ter afetado o transporte de produtos. De acordo com ele, a expectativa é que haja uma normalização em até duas semanas para a maioria dos itens.

A exceção são as carnes bovinas, suínas e de aves, além de ovos e leite, cujo abastecimento deve levar mais tempo a normalizar em razão de dificuldades nos produtores.

Segundo Estermann, a greve de caminhoneiros afetou de formas diferentes as regiões de atuação da companhia e os vários formatos de loja em que o grupo atua. Em localidades mais distantes dos polos de produção da indústria - caso de Manaus ou Belém - o impacto no abastecimento demorou mais a aparecer, mas a retomada é também mais lenta, em razão do prazo maior que leva até que as mercadorias cheguem.

O presidente do GPA destacou que, num momento inicial, os esforços da companhia se concentraram em abastecer as lojas com mercadorias disponíveis nos centros de distribuição. Passado esse período, o momento seguinte é de reabastecimento dos estoques nessas centrais.

Vendas

Apesar das dificuldades no abastecimento afetarem os resultados de maio, Estermann afirmou que a companhia vinha de um cenário favorável em abril. Segundo ele, a empresa obteve ganhos de market share em abril e houve uma tendência favorável para as vendas na bandeira Extra, incluindo hipermercados e supermercados.

Os supermercados Extra vinham sendo um ponto de atenção de investidores em razão do desempenho mais fraco de vendas. No primeiro trimestre de 2018, a bandeira Extra - que inclui ainda hipermercados - registrou queda de 6% nas vendas brutas em comparação com o mesmo período do ano anterior. Hoje, o GPA anunciou um novo projeto de transformação de 20 supermercados do Extra em lojas da bandeira Compre Bem, com o objetivo de competir com supermercados regionais.

Segundo Estermann, os resultados do segundo trimestre no Extra devem ser melhores. "Vamos entregar uma redução muito forte nessa queda (de vendas do Extra registrada no primeiro trimestre". Questionado sobre se os resultados do Extra iriam "virar", saindo da tendência de retração para um crescimento, ele disse que "se não virar, vai ficar perto".

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