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ECONOMIA

Petróleo opera em queda, pressionado por aumentos nos estoques

Os estoques voltaram a crescer neste mês após várias semanas de queda

14 fevereiro 2018 - 09h02
Ao mesmo tempo, os investidores estão ficando cada vez mais preocupados com o impacto do aumento da produção de xisto no mercado americano
Ao mesmo tempo, os investidores estão ficando cada vez mais preocupados com o impacto do aumento da produção de xisto no mercado americano - Foto: Thinkstock

O petróleo opera em queda nesta quarta-feira, pressionado por aumentos nos estoques americanos e sinais de elevação rápida da produção.

Por volta das 9h30, o barril do tipo Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caía 0,48%, a US$ 62,43, enquanto o WTI para março, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) recuava 0,79%, a US$ 58,74.

No final da terça-feira, a American Petroleum Institute (API), uma associação de refinarias, revelou um aumento de 3,9 milhões de barris nos estoques de petróleo na semana encerrada em 9 de fevereiro, além de uma alta de 4,6 milhões e barris nos estoques de gasolina. Hoje, o Departamento de Energia (DoE) publica os números oficiais dos estoques americanos.

"As preocupações estão abundantes com a possibilidade de que o aumento dos estoques será a regra durante as próximas semanas, com as refinarias entrando na temporada de manutenção", afirmou Stephen Brennock, analista na PVM Oil Associates Ltd.

Os estoques voltaram a crescer neste mês após várias semanas de queda. Ao mesmo tempo, os investidores estão ficando cada vez mais preocupados com o impacto do aumento da produção de xisto no mercado americano.

Ainda ontem, a Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou que a produção de petróleo de países que não fazem parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) provavelmente ultrapassará a demanda global pela commodity, pressionando os preços.

No ano passado, a produção dos EUA passou de 10 milhões de barris por dia, superando a Arábia Saudita e rivalizando com a Rússia, os dois maiores produtores até então.

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