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ECONOMIA

Juros futuros fecham em forte alta com aumento do estresse no câmbio

14 junho 2018 - 16h03

Os juros futuros fecharam em alta forte nesta quinta-feira, 14, em todos os vencimentos. As principais taxas renovaram máximas ao longo da tarde, em linha com o fortalecimento do dólar, que nesta quinta sobe muito não somente ante o real mas também de forma generalizada no exterior. "Não tem notícia nova. A alta dos juros se deu mesmo pela corda do dólar", disse o economista-chefe da Spinelli, André Perfeito.

As taxas dos contratos a partir de 2019 "abriram" entre 30 e 40 pontos-base. No fechamento da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 7,600%, de 7,236% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,88% para 9,37%.

A taxa do DI para janeiro de 2021 subiu de 9,94% para 10,35%. O DI para janeiro de 2025 fechou em 12,27% (11,96% na quarta) e o DI para janeiro de 2027, em 12,66% (12,29% na quarta).

Pela manhã, o dólar estava em baixa, mas ainda assim as taxas futuras já avançavam. O movimento ganhou força à tarde, na medida em que a moeda se aproximava de R$ 3,80, mesmo tendo o Banco Central realizado três leilões de contratos de swap no valor total de US$ 5 bilhões (dinheiro novo).

A pressão sobre a curva se dá em função das dúvidas do mercado sobre até quando o BC conseguirá segurar o câmbio sem elevar a Selic, também porque a valorização do dólar é um fenômeno global.

Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para decidir sobre a Selic, atualmente em 6,50%, e a precificação da curva a termo mostrava 100% de chance de elevação da taxa básica.

Às 16h30, a moeda no segmento à vista avançava 2,22%, aos R$ 3,7980, e, entre as principais emergentes, só caía ante o rublo russo e o won sul-coreano.

A mensagem do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na quarta-feira, após a reunião, de que os juros devem subir mais duas vezes este ano continua impulsionando o dólar. Além disso, há expectativa de que Casa Branca possa reduzir a lista de produtos da China a serem tarifados. As autoridades do governo norte-americano se reúnem nesta tarde para discutir o comércio global.

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