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ECONOMIA

Juros curtos em baixa refletem Copom e longos viram após notícia sobre EUA-China

12 dezembro 2019 - 18h10

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram a sessão regular, a primeira pós-reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em queda na parte curta. Os vencimentos mais distantes indicavam um fechamento com viés de alta, mas fecharam com viés de baixa diante da informação de que Estados Unidos e China fecharam um "acordo de princípios". A notícia, ainda não oficializada, derrubou o dólar e fez a Bolsa brasileira bater máxima. A proposta estaria aguardando a assinatura do presidente americano, Donald Trump, que hoje mais cedo tuitou que os dois gigantes do comércio global estavam muito perto de um grande acordo.

"A parte longa da curva responde à notícia de que Estados Unidos e China estão próximos de acordo, mas também à mudança da perspectiva da nota do Brasil pela S&P", afirmou Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho. Rostagno afirmou que a mudança pela S&P Global Ratings foi uma surpresa. "Não havia expectativa de uma alteração agora. Foi uma surpresa pelo timing. Eu esperava que pudesse acontecer em algum momento do ano que vem", disse.

Após a S&P, a expectativa do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, é que as demais agências de classificação de risco olhem a economia brasileira com "mais cuidado" e também acabem revisando a nota soberana. "Quando uma agência melhora, todas as outras olharão os dados com mais cuidado. Acho que outras agências vão ter que claramente olhar para esse cenário mais positivo", disse em entrevista à GloboNews.

Nesse contexto, o DI para janeiro de 2020 fechou a 4,40% ante 4,42% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 fecha a 4,54% ante 4,61% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2023 encerrou a 5,75% ante 5,74% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2025 encerrou a 6,34% ante 6,35% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2027 encerrou a 6,68% ante 6,70% no ajuste de ontem.

Na sessão estendida, as taxas mais longas voltavam a exibir viés de alta. Às 17h57, o DI para janeiro de 2025 exibia 6,39%, sendo que na mínima do dia marcou 6,26%. O DI para janeiro de 2027 estava em 6,72%, sendo que a mínima intraday foi de 6,63%.