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ECONOMIA

Inflação da 3ª idade fecha 2018 com alta de 4,75%, valor acima do IPC-BR

14 janeiro 2019 - 07h29

A inflação sentida pela população idosa acelerou o ritmo de alta de 0,69% no terceiro trimestre de 2018 para 0,80% no quarto trimestre, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na manhã desta segunda-feira, 14. O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, acumulou uma alta de 4,75% no ano de 2018.

Com o resultado, a variação de preços percebida pela terceira idade ficou acima da taxa de 4,32% acumulada no ano passado pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), que apura a inflação média percebida pelas famílias com renda mensal entre um e 33 salários mínimos.

No quarto trimestre de 2018, três das oito classes de despesa do IPC-3i registraram taxas de variação mais elevadas do que no terceiro trimestre. A principal contribuição para a aceleração da inflação do idoso partiu do grupo Alimentação, que passou de uma queda de preços de 1,57% no terceiro trimestre para um avanço de 3,49% no último trimestre do ano. As hortaliças e legumes subiram 52,48% no quarto trimestre, depois de uma queda de 31,93% registrada no terceiro trimestre.

Os demais aumentos ocorreram nos grupos Vestuário (de -0,55% para 1,46%) e Educação, Leitura e Recreação (de 2,21% para 2,85%), sob influência de itens como roupas (de -1,01% para 1,73%) e passagem aérea (de 19,60% para 30,61%).

Na direção oposta, as taxas foram mais baixas nos grupos Habitação (de 1,74% para -0,89%), Transportes (de 0,73% para -0,20%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,20% para 1,14%) e Despesas Diversas (de 0,66% para 0,31%). Os itens de destaque foram tarifa de eletricidade residencial (de 5,27% para -8,12%), gasolina (de 1,79% para -4,92%), medicamentos em geral (de 0,47% para 0,17%) e cigarros (de 2,63% para 0,04%).

O grupo Comunicação repetiu no quarto trimestre a alta de 0,22% verificada no trimestre anterior, sob impacto dos pacotes de telefonia fixa e internet (de -0,18% para 1,26%) e da mensalidade para TV por assinatura (0,99% para 0,22%).